quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A importância da diversificação dos métodos de ensino em Biologia

            A disciplina de Biologia, campo das ciências naturais, que estuda o comportamento dos organismos, seja de forma individual ou em seu coletivo, de acordo com os níveis de organização, tem como foco principal o estudo de cada espécie, animal ou vegetal, observada como um agente ativo e passivo integrante do meio ambiente. Nesse sentido, a compreensão da biologia como estudo da vida, nos revela a essência de um equilíbrio envolvendo os padrões do funcionamento orgânico, (considerando a diversidade das espécies) e os fatores puramente físico-químicos. Esse último, regendo os mecanismos de existência, manutenção e propagação dos seres vivos, cada um, inserido no tempo e no espaço específico.
            Assim, o entendimento dos princípios biológicos pode ajudar a lidar de forma mais relacionada, à abrangência das relações harmônicas e desarmônicas quando em conjunto com o meio biótico e abiótico. Dessa forma, a visão de ciência transmitida aos níveis de ensino: fundamental e médio necessita explorar os conteúdos de forma mais didática possível, aproximando os conteúdos à realidade dos alunos. Assuntos que envolvem aspectos em escala microscópica, por exemplo, o estudo molecular do material hereditário (o DNA) e até mesmo a importância de seres tão pequenos como as bactérias, devem ser explicadas atendendo a ótica minuciosa da matéria, tornando-se visíveis a todas as formas de percepção por parte do educando. O educador, mesmo contra o tempo, carência de recursos e demais condições em oposição, precisa de forma criativa trabalhar com mais ênfase a ciência (FONSECA, 2014).
            A diversificação dos métodos no ensino da biologia se torna bastante importante, pois o professor tem o objetivo de fazer com que os alunos tenham a curiosidade de saber mais sobre o conteúdo visto em uma aula expositiva. Os métodos são como estratégias utilizadas pelos docentes para tornar os encontros mais dinâmicos. Os discentes devem conhecimento sobre o conteúdo, e não decora-lo para fazer uma prova. O sistema de educação muitas vezes não oferece a todas as escolas uma boa infraestrutura, equipamentos ou ate mesmo um suporte para que o professor possa utilizar como beneficio tornando suas aulas mais atrativas aos olhos dos alunos.
            Pode-se dizer que a assimilação dos conceitos científicos se baseia igualmente nos conceitos elaborados no processo da própria experiência da criança, como no estudo de uma língua estrangeira se baseia na semântica da língua materna (...); de igual maneira, a assimilação do sistema de conhecimentos científicos também não é possível senão através dessa relação imediata com o mundo dos objetos, senão através de outros conceitos anteriormente elaborados (VIGOTSKY, 2000, p. 269).
            De acordo com Vigotsky (2000), pode-se observa a importância dos métodos biológicos, pois os conceitos científicos não são assimilados, nem decorados, nem memorizados, eles surgem e se constituem por meio de uma imensa tensão de toda a atividade do próprio pensamento. Por isso, é possível dizer que os conceitos científicos se tornam diferentes a parti da experiência individual de cada aluno.
            A experiência como docente permite afirmar que os estudantes têm formas diferentes de se relacionar com o estudo dos conteúdos. Há os que se preocupam apenas com os resultados de seus estudos traduzidos pelas notas ou conceitos. Estes se relacionam de forma superficial com os conteúdos. Há também, os que buscam esclarecimentos profundos com o estudo e passam a analisá-lo para atingir uma visão ampla do conhecimento. De acordo com o exposto, Krasilchik (2005, p.12), descreve quatro níveis de alfabetização biológica, Em primeiro temos a nominal que é quando o estudante reconhece os termos, mas não sabe seu significado biológico.
            Em segundo temos a Funcional, quando os termos memorizados são definidos corretamente, sem que os estudantes compreendam seu significado. A estrutural ocupa o terceiro lugar que é quando os estudantes são capazes de explicar adequadamente, em suas próprias palavras e baseando-se em experiências pessoais, os conceitos biológicos. E por fim a multidimensional - quando os estudantes aplicam o conhecimento e habilidades adquiridas, relacionando-as com o conhecimento de outras áreas, para resolver problemas reais (ROSSASI et al, 2012).
            Existem várias formas e metodologias que o professor pode utilizar em suas aulas. Neste contexto, e de acordo com as necessidades e exigências da prática docente, dependendo das condições da escola e do interesse de seus alunos, o docente selecionará a modalidade didática mais adequada para aquela situação/conteúdo. Entende-se que o processo ensino-aprendizagem é dinâmico e coletivo exigindo por isso, parcerias entre professor e o aluno e aluno e aluno. Para estabelecer estas relações dialógicas, o professor poderá optar por várias modalidades didáticas que permitem esse tipo de interação.
            As aulas expositivas é um método muito importante, porem exige do aluno muita calma e concentração, poucos conseguem absorver o conteúdo com esta metodologia. Segundo Krasilchik (2005), Os professores não estabelecem relações causais. Apresentam fatos sem justificá-los e sem explicar como se chegou a eles, o que afasta ainda mais a modalidade didática do objetivo de ensinar a pensar lógica e criticamente. Centralizar a aula num problema é uma das formas de intensificar a participação intelectual dos alunos, que acompanham as alternativas de solução propostas pelo expositor (KRASILCHIK, 2005, p. 80). O docente deve utilizar este método não deixando de lado outros que existe para tornar a aula mais dinâmica.
            As discursões em sala de aula devem ser utilizadas pelo docente, com o objetivo de alertar, discutir, questionar um tema proposto pelo mediador da discursão, o professor. Torres fez a seguinte afirmação: Uma das ideias centrais que elas encerram é a de que o conhecimento é construído socialmente, na interação entre pessoas e não pela transferência do professor para o aluno. Portanto rejeitam fortemente a metodologia de reprodução do conhecimento, que coloca o aluno como sujeito passivo no processo de ensino-aprendizagem. (TORRES et al, 2007, p.65).
            As aulas práticas são de grande importância na compreensão de conteúdos como na citologia onde os alunos estudam os componentes que fazem parte de uma célula, como a membrana plasmática e suas organelas. O professor pode utilizar esta metodologia para apresentar os alunos uma serie de imagens vistas em microscópio, seja em um laboratório ou em campo, a biologia esta presente em todos os lugares, é dever do docente utilizar as aulas praticas para auxiliar para se ter conhecimento. As escolas possuem tecnologias, algumas simples outras um pouco mais complexas.  As mídias também são de extrema importância para o aprendizado dos alunos, pois a educação utiliza a tecnologia para passar conhecimento, seja através de um vídeo, áudio ou ate mesmo a própria internet.
            Portanto as metodologias de ensino é uma forma de deixar as aulas interativas e mais dinâmicas, face ao exposto percebemos que o professor pode utilizar vários métodos pra aprofundar o conhecimento dos alunos através de conceitos e técnicas citadas acima. A biologia é uma ciência rica, e deve ser explorada de forma minuciosa, atraindo o público e despertando a curiosidade. A educação busca orientar e formar profissionais que tenham esse perfil de se adequar as necessidades dos alunos e a escola onde o mesmo trabalha. É lamentável que algumas escolas não ofereçam um laboratório equipado ou até mesmo equipamentos de mídia para auxiliar no aprendizado dos discentes. Mas o professor de biologia deve quebrar paradigmas impostos pelo sistema, e diversificar os métodos no ensino da biologia, dando assim um suporte maior aos alunos, com o objetivo de deixar as aulas, mas divertidas, e que os educandos possam aprender de forma dinâmica e compreensível.
Referências Bibliográficas:

FONSECA, Krukemberghe. Estratégias de Ensino: Biologia. Disponível em: <http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/biologia.htm>. Acesso em: 07 dez. 2014.
VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução:
Paulo Bezerra. - São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 269.
ROSSASI, Lucilei Bodaneze; POLINARSKI, Celso Aparecido. Reflexões sobre metodologias para o ensino de biologia: uma perspectiva a partir da pratica docente. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/491-4.pdf>. Acesso em: 08 dez. 2014.
KRASILCHIK, M. Práticas de Ensino de Biologia. 4ª ed. ver. e amp.,1ª reimp.
- São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.
TORRES, P. L. e MARRIOTT, R. de C. V. Mapas Conceituais. In TORRES, P.
L. (Org.). Algumas vias para Entretecer o Pensar e o Agir. Curitiba: SENARPR,

2007.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ligações Químicas

            Todas as substâncias são feitas de matéria, e a unidade fundamental da matéria é o átomo, que constitui a menor partícula de um elemento. O átomo é composto de um núcleo central contendo prótons (carga positiva), nêutrons (sem carga) e os elétrons (carga negativa) que ficam em torno do núcleo, em diferentes trajetórias imaginárias chamadas de orbitais. O elemento é uma substância feita de átomos de um tipo. Existem cerca de 82 elementos que encontramos naturalmente, e cerca de outros 31 elementos criados artificialmente em laboratórios de pesquisa. Uma molécula é formada quando átomos do mesmo tipo ou diferentes elementos se combinam. A molécula é a menor partícula de uma substância que pode normalmente existir de maneira independente.
            O último modelo atômico que ganhou espaço na química e física moderna, foi o do físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), que propôs a estrutura do átomo com as suas partículas, que lembram o Sistema Solar. Segundo Niels, no átomo tem-se o núcleo, onde fica os prótons e os nêutrons (como se fossem o Sol), a eletrosfera onde ficam os elétrons (como se fosse os Planetas) que teria sete camadas. (BOHR, 1913)
Mas observou-se que era preciso algo para unir os átomos e em seguida criar moléculas, que dariam forma e existência aos elementos encontrados na natureza. Pois através desta observação foram descritas as ligações químicas com o objetivo de explicar como ocorre a junção destas partículas tão pequenas.
            As ligações químicas entre dois átomos se estabelecem quando a força de união entre eles é suficiente para dar origem a um agregado estável, que pode ser considerado como espécie molecular independente. Apenas os gases nobres ou inertes (hélio, argônio, neônio, criptônio e xenônio) e os metais em estado gasoso apresentam estrutura interna configurada por átomos isolados. A quantidade de ligações que o átomo de um elemento pode efetuar simultaneamente expressa sua capacidade de se combinar, também chamada valência (LEWIS, 1916). Cada elemento apresenta, normalmente, um número fixo e limitado de valências.
            Basicamente, duas forças de naturezas distintas atuam no interior da matéria: são as forças intermoleculares, isto é, entre moléculas, e as forças intramoleculares, que agem no interior dessas moléculas, entre dois ou mais átomos. As forças intermoleculares podem ser descritas, sucintamente, como Pontes de Hidrogênio ou Forças de Van der Waals. As forças intramoleculares são as famosas ligações químicas, que podem ser do tipo iônico, covalente ou metálico.
            O propósito deste texto é abordar os aspectos referentes às ligações químicas. Ainda hoje as forças que atuam entre átomos representam um dos aspectos mais intrigantes de todo o estudo da química. Destas forças, as mais fortes são as ligações químicas, responsáveis pela união estável de átomos, resultando na formação de moléculas, sendo estas as bases constituintes de toda matéria que conhecemos. Essas ligações representam interações entre dois ou mais átomos, interações essas que podem ocorrer por doação de elétrons, compartilhamento de elétrons ou ainda deslocamento de elétrons (PAULING, 1954). Cada um desses processos é caracterizado por uma denominação de ligação química.
            De modo geral, como fora mencionado, pode ocorrer à doação e o recebimento de elétrons entre dois átomos, caracterizando uma ligação denominada de ligação iônica. Nessa ligação, predominam as forças eletrostáticas que atraem os íons de cargas opostas. Esta ligação é a responsável pela formação de compostos iônicos, e ocorre entre um átomo metálico e um átomo não metálico, com doação de elétrons por parte do primeiro e recebimento de elétrons por parte do segundo. A ligação iônica ocorre quando um elemento metálico reage com um a metálico. Os metais doam seus elétrons de última camada, esse serão recebido pelos ametais.
            Metais que possuem um, dois, ou três elétrons na última camada se ligam com ametais que possuem cinco, seis ou sete elétrons. Para formar a ligação iônica é necessário que um dos átomos possua uma tendência de ceder elétrons, enquanto outro tenha a tendência de receber elétrons. Os átomos com tendência a ceder elétrons são os metais das famílias IA, IIA, IIIA, e os átomos que recebem elétrons são os ametais que apresentam quatro, cinco, seis e sete elétrons na camada de valência. Os sais e outros grupos de minerais possuem íons que formam compostos iônicos e, consequentemente, substâncias iônicas. Um exemplo é a formação do sal de cozinha (cloreto de sódio) a partir de átomos de sódio (Na) e de cloro (Cl) é o que mais representa uma ligação iônica. O átomo de sódio consegue a estabilidade eletrônica quando perde um elétron, originando o íon Na+. O átomo de cloro atinge a estabilidade quando recebe um elétron, originando o íon Cl-. Os compostos constituídos pelos íons (Na+ e Cl-) são designados compostos iônicos, por serem eletronicamente estáveis, ou seja, ocorre uma interação eletrostática entre eles (cargas com sinal contrário se atraem). Quando se combinam dois átomos que possuem uma mesma tendência de ganhar e perder elétrons, ocorre então a formação de uma ligação covalente. Sob essas condições, não ocorre uma transferência total de elétrons.
            A ligação covalente, sempre entre dois átomos não metálicos, forma os compostos de natureza molecular, de modo a constituir uma molécula de natureza polar (ligação entre dois átomos diferentes) ou apolar (entre dois átomos iguais). Segundo a teoria ou regra do octeto, os átomos dos elementos ficam estáveis quando atingem a configuração eletrônica de um gás nobre, ou seja, quando eles possuem oito elétrons em sua camada de valência (camada mais externa) ou dois elétrons no caso de possuírem somente a camada eletrônica K (LEWIS, 1916).
            Assim, seguindo essa regra, os átomos dos elementos mencionados possuem a tendência de ganhar elétrons para alcançarem a estabilidade. O hidrogênio no estado fundamental possui somente um elétron na sua camada eletrônica; assim, para ficar estável, ele precisar receber mais um elétron de outro átomo. Com base nisso, consideremos agora a molécula de dióxido de carbono (CO2). O carbono, que pertence à família 14, possui quatro elétrons na última camada, e precisa fazer quatro ligações covalentes para ficar estável. O oxigênio é da família 16, possui seis elétrons na camada de valência e precisa realizar duas ligações. Desse modo, o carbono compartilha dois pares de elétrons ou faz duas ligações duplas com cada átomo de oxigênio.
            A ligação metálica traz um processo distinto. Os elétrons distribuem-se sobre núcleos positivos de átomos metálicos, formando uma nuvem eletrônica sobre toda estrutura da matéria formada, sendo esta a responsável pelas propriedades metálicas da matéria constituída. As propriedades de uma ligação são diferentes das propriedades dos seus elementos constituintes. Observou se que o ouro (Au) na forma como é encontrado na natureza não fabrica nenhum objeto consistente, pois ele é mais maleável que a grande maioria dos metais. Mas quando é adicionado à prata (Ag) e o cobre (Cu) formará uma ligação metálica, aumentando a dureza e permitindo sua utilização para fabricar joias, como anéis, pulseiras e relógios. A obturação dental também utiliza ligação metálica, a amálgama dental, que tem liga de mercúrio prata e estanho.
            Para fabricar materiais que tenham maior resistência ao manuseio, é preciso recorrer à ligação entre os metais. O aço, por exemplo, é formado por ferro (Fe) e carbono (C). Essa ligação fica tão resistente que é usada na fabricação de peças metálicas que sofrem tração elevada. Aumentando assim a resistência mecânica. O aço cirúrgico é usado para a obtenção de instrumentos cirúrgicos, por apresentar alta resistência à oxidação.


Referências:

PERUZZO, Francisco Miragaia (Tito); CANTO, Eduardo Leite; Química na Abordagem do Cotidiano, Ed. Moderna, vol.1, São Paulo/SP- 1998.

SARDELLA, Antônio; MATEUS, Edegar; Curso de Química: química geral, Ed. Ática, São Paulo/SP – 1995.


Mundo Educação, Ligações Químicas. Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/quimica/ligacoes-quimicas.htm > Acesso em 27 de out. de 2014.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Genoma Mitocondrial e Nuclear

          Genoma é um código genético, que possui toda a informação hereditária de um ser e é codificada no DNA. É o conjunto de todos os diferentes genes que se encontram em cada núcleo de uma determinada espécie. Na dotação cromossômica haploide, um núcleo possui só um genoma. O termo foi criado em 1920, por Hans Winkler, um professor da  Universidade de Hamburgo. O gene humano dispõe das informações básicas e necessárias para o desenvolvimento físico de um ser humano, e é formado pela sequência de 23 pares de cromossomos. O genoma é a soma de genes que define como vai se desenvolver e funcionar um ser vivente, é transmitido de geração em geração e determina a espécie do ser vivo. No material encontram-se gravadas características hereditárias encarregadas de dirigir o desenvolvimento biológico de cada indivíduo. As doenças hereditárias também estão escritas no genoma. Todos os seres vivos, desde os maiores, como o elefante, até os minúsculos, como as bactérias, têm uma sequência genética.
            A diferença entre o genoma mitocondrial e o nuclear são suas respectivas estruturas. Os genes do núcleo da célula possuem longas fitas, formadas por dupla hélice e que codificam cerca de 100.000 genes. O genoma da mitocôndria (mtDNA) representa 1 a 2% do DNA celular, em duplo filamento circular, codificando apenas 37 genes. Acredita-se na hipótese endossimbiótica, devido a existência do mtDNA. Esta teoria sugere que o surgimento das células eucarióticas se deu com o englobamento das células procarióticas sem ocorrer à digestão, e estas duas desenvolveram uma relação simbiótica.
            Não possui diferença na sua composição química, em relação ao DNA nuclear, mas possui um código genético apenas seu. Tem genoma haploide, por ser apenas de origem materna, não havendo recombinação, pois se acredita que as mitocôndrias dos espermatozoides são destruídas pelo gameta feminino (óvulo) após a fecundação. Existe uma região não codificada que, aparentemente, controla a replicação e transcrição do mtDNA. Quando comparada com o genoma nuclear, possui uma alta taxa evolutiva. Sendo assim, tem sido muito usado em estudos evolutivos para a investigação de linhagens antigas.
            As doenças mitocondriais ocorrem quando há uma mudança, mutação ou a falta de algum gene. Quando há falta ou transformação de um cromossomo, ocorre um tipo de anomalia no individuo. O genoma nuclear contém informações do pai e da mãe, mas o genoma mitocondrial apresenta informações só da mãe. Outra característica das doenças mitocondriais é o fato de que essas organelas presumiram do óvulo que tem suas origens maternas. O papel das mitocôndrias se relaciona com a liberação de energia indispensável para o trabalho celular. Para o seu funcionamento, utiliza se oxigênio e substâncias orgânicas, que lhe serve de combustível. As moléculas de açucares, por exemplo, são oxidadas e liberam energia. A esse processo chamamos de respiração celular.
            A mitocôndria pode ser sede de diversas patologias. As anomalias podem ser estruturais ou simplesmente funcionais. Algumas das anomalias são genéticas, enquanto outras são secundárias. As anomalias com herança genética são passadas de mãe para filho, afetando ambos os sexos igualmente. Os efeitos sistêmicos mais notáveis são os neurodegenerativos, musculares (principalmente fraqueza) ou decorrentes de disfunções metabólicas por excesso de ácido láctico.
            Portanto, a presença de material genético na mitocôndria fez emergir teorias sobre sua origem. Muitos biólogos argumentam que a mitocôndria um dia teria sido um organismo bacteriano fagocitado por uma célula eucariota, passando a partir daí a viver em simbiose com seu hospedeiro. Seja qual for sua origem, sua função é vital para a célula, sem a qual há morte celular e morte da própria mitocôndria. Sendo assim, as mitocôndrias foram selecionadas como entidades com baixo índice de mutações. Geneticistas aproveitam essas propriedades para examinar, através do DNA mitocondrial, as relações de parentesco entre os grandes grupos de seres vivos. Tendo-se como função a liberação de energia, a mitocôndria se faz excessivamente presente em células do sistema nervoso e no coração, uma vez que estes apresentam uma demanda maior de energia.
            Pode se concluir que o entendimento do funcionamento do genoma mitocondrial e nuclear aumentou consideravelmente, auxiliando a compreensão de inúmeras doenças aparentemente tão distintas, unificando-as sob um prisma genético e fisiopatológico comum. Apesar de, até o momento, não existir tratamento específico efetivo para as doenças mitocondriais, seu entendimento genotípico tem sido de fundamental importância para podermos avaliar o prognóstico. O sequenciamento do DNA humano, bem como o desenvolvimento de modelos experimentais para as doenças mitocondriais, permite prever que um grande avanço nas pesquisas da fisiopatologia dessas anomalias ocorrerá nos próximos anos.


REFERÊNCIAS:
 NASSEH. Ibrahim E, TENGAN. Célia H, KIYOMOTO.Beatriz H, GABBAI. Alberto Alain. Doenças Mitocondriais, Unifesp, São Paulo, p. 09.

Portal São Francisco, Mitocôndrias, Disponível em:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitocondrias/mitocondrias.php > Acesso em: 07 de out. de 2014


InfoEscola, DNA Mitocondrial. Disponível em:http://www.infoescola.com/genetica/dna-mitocondrial/ Acesso em 07 de out.de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Teoria da Evolução em Foco

           A criação do universo e de todos os seres vivos é um tema bastante intrigante, que tem suas pesquisas e hipóteses baseadas na teoria da evolução. Charles Darwin (idealizador da teoria) defendia a tese de que “evolução” seria uma espécie de mudança progressiva e gradual. Embora muitos não acreditem nessa teoria pelo fato de cientistas não aceitarem a explicação religiosa sobre o criacionismo. E que isso seria inaceitável no pensamento científico. Alguns documentários abordam de forma detalhada a origem de tudo através de um fenômeno chamado “big bang”. Teoria que diz que tudo evoluiu através de uma explosão com pequenas partículas e que com o passar dos anos, uma molécula se transformaria em outra igual à primeira, ate que determinada matéria orgânica fosse formada. History Chanel (canal americano) lançou em 2011 um documentário que tem como objetivo explicar, como realmente teria acontecido a 15 bilhões de anos atrás. A História do mundo em 2 horas, tendo como título original History of the world in two hours, mostra como aconteceu o big bang e as primeiras civilizações, idade da pedra, a descoberta do metal e como tudo que conhecemos hoje se formou.
            De acordo com Stanley Miller, “os compostos orgânicos que são a base da vida, formaram-se nas condições da suposta atmosfera primitiva” (MILLER 1953), fortalecendo a teoria apresentada na década de 1920 pelo cientista russo Oparin e o inglês Haldane, sugere que a vida pode ter se originado através da evolução dos compostos químicos nos oceanos primitivos. Em 1936 Oparin publicou suas ideias no livro “A Origem da Vida”. De acordo com a atmosfera primitiva, a 15 bilhões de anos atrás a terra era coberta por larva. O vapor de água quente subia para a atmosfera e voltava para a superfície, enchendo e criando os oceanos.
            A partir desta hipótese criou se outra teoria que relatava o acúmulo de componentes químicos nos oceanos. Tal especulação daria a resposta à criação dos primeiros microrganismos da terra. Segundo a hipótese de Aleksander I. Oparin e Haldane, as primeiras moléculas surgiram a aproximadamente quatro bilhões de anos, e as primeiras células somente a um bilhão de anos, mas tarde. Nessa época, a crosta terrestre e principalmente a atmosfera eram bastante diferentes do que temos hoje em dia. A atmosfera primitiva era composta de hidrogênio, amônia, gás metano e vapor de água. A crosta terrestre formada inicialmente de magma deu origem a rochas muito quentes e desta forma as altas temperaturas funcionavam como catalisadores nas reações químicas que se iniciavam a partir dos compostos presentes na atmosfera. Além do mais, a terra era constantemente bombardeada por raios que favoreciam ainda mais os meios reacionais na aurora da vida e se acumulavam entre as rochas formando mares de substancias nutritivas, posteriormente denominadas de sopa pré-biótica.
            Segundo a teoria do polímero primordial (que seria a molécula de RNA), a vida surgiu quando uma macromolécula que tinha a capacidade auto-replicativa, ou seja, ela era capaz de formar uma cópia de si mesma, servindo então de molde para a nova molécula filha. Além do mais, esta molécula possuía atividade enzimática catalisando assim a sua próxima replicação, sendo denominado polímero primordial. A teoria endossimbiótica foi proposta por Lynn Margulis, em 1981, afirmando que algumas organelas (mitocôndria e cloroplasto) existentes nas células eucarióticas e surgiram graças a uma associação simbiótica. Acredita-se que mitocôndrias e cloroplastos são descendentes de organismos procariontes autotróficos que foram capturados e adotados por alguma célula, vivendo, assim, em simbiose.
            Portanto a “evolução” seria uma espécie de mudança progressiva e gradual.  São estes os motivos para se explicar o porquê de tanto tempo para a evolução do universo. As hipóteses de pesquisadores que são levantadas diante da sociedade, confronta o que diz na bíblia. Pode-se perceber de acordo com a teoria da evolução que tudo que se tem, foi evoluindo com o passar do tempo. O criacionismo ainda é uma teoria muito aceita, pelo fato de se ter Deus, como criador do universo e por ele ter motivos descritos na bíblia por ter criado tudo que existe. As hipóteses da evolução e do criacionismo explica o que realmente teria acontecido. Como todas as formas de vida existentes no planeta poderia ter sido criada.

Referências

PURVES, W. et al. Vida, a Ciência da Biologia. 6a edição, Editora ArtMed,
2002.

CAMPBELL, N. A., Biology. Second Edition, The Benjamin/Cuminings Publishing
Company, Inc., Redwood City, C.A, 1993.

Brasil Escola, Teoria endossimbiótica. Disponível em: http://www.brasilescola.com/biologia/teoria-endossimbiotica.htm
Acesso: 30 de set 2014

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

A Tecnologia a favor da Educação

         A tecnologia permite que o ser humano possa entrar em um mundo sem fronteiras através do uso do computador, fazendo com que a vida do homem seja mais cômoda, permitindo encontrar o que procura em poucos segundos. Com o passar dos anos a tecnologia vem auxiliando a educação de forma bastante significativa. Há pouco tempo à educação implantou um sistema de aprendizado bem interativo, que vem dando certo. A EAD (Ensino a Distância) vem trazendo novos conceitos de educação através de métodos pedagógicos que auxilia o aluno e o professor. Com a EAD (Ensino a Distância) o docente utiliza a tecnologia com mais frequência, seja para estudar ou transmitir conhecimentos para o seu aluno. A educação vem utilizando este recurso para dar os discentes, oportunidades de se estudar através de metodologias flexíveis.
         O professor tem um grande desafio no ensino da biologia a distância. Pois requer mais estudo da parte dos alunos e mais didática e interação virtual da parte do instrutor ou tutor do discente. O ingresso da informática na educação provocou necessidades de mudanças metodológicas do corpo docente, exigindo que o professor ampliasse seus conhecimentos sobre determinado conteúdo de forma a integrar o uso do computador como ferramenta auxiliar no desenvolvimento desse conteúdo. Sendo assim a formação do deste profissional é de fundamental importância na atual sociedade da informação e do conhecimento.
           Mas a educação a distância torna-se bastante produtiva quando se cria metodologias e recursos que ajudam o aluno a compreender a disciplina a distância. Hoje com a EAD pode-se provar que a aula não acontece só quando todos estão presentes em uma determinada sala de aula, porque essa nova modalidade de ensino torna se uma aprendizagem autônoma, fazendo com que o próprio aluno busque o conhecimento.
         Um ponto que ainda merece atenção é o papel do professor de nesse processo. É certo que a valorização, capacitação, e o querer ingressar nesse mundo digital é fundamental, pois, desse “novo profissional da biologia”, exigem-se novas habilidades, como, por exemplo, saber utilizar um computador adequadamente, navegar na internet, postar mensagens e conteúdos, ter domínio dos ambientes virtuais de aprendizagem, comunicar-se com seus alunos e claro, fazer um ensino diferente na área de ciências biológicas.
           No ensino da biologia o professor pode utilizar jogos interativos (como chats, fóruns e tarefas virtuais) que mantem a interação com o aluno. Hoje vivemos em um mundo de possibilidades. Já existem softwares que relacionam o conteúdo pedagógico com algumas ferramentas de computador que podem ajudar no conhecimento do discente. Um bom exemplo é o facebook, os professores utilizam a própria rede social para transmitir seus conhecimentos para os alunos. Barufi (1999) nas considerações finais de seu trabalho a autora afirma que o computador é a “ferramenta extremamente útil para propiciar a formulação de inúmeros questionamentos, reflexões e análises que fazem com que a sala de aula se torne um ambiente onde relações podem ser estabelecidas, possibilitando articulações diversas e, portanto, a construção do conhecimento” (BARUFI, 1999, p. 176).
          Portanto, fica claro que o professor que não estiver preparado para interagir com as tecnologias terá dificuldade para planejar um conteúdo programático, como também para ministrar suas aulas. Seria um grave erro desperdiçar recursos públicos aparelhando e implementando nas escolas e universidades com tais tecnologias sem preparar os professores e técnicos para recebê-las, utilizá-las e prestar-lhes a devida manutenção. Aos professores, cabe a função de tornar a sala de aula um espaço de reflexões, fazendo com que os alunos se preparem e se situem em um espaço multifuncional apresentado pela tecnologia. Um dos princípios desse modelo é a capacidade de escolher o seu horário e a autonomia que ele adquire com essa nova adaptação.
         Hoje pode-se afirmar que o ensino a distância é uma oportunidade, porque hoje tem-se cursos conceituados e de grande qualidade ofertados por universidades que se destacam no mercado de trabalho. Algumas características como a flexibilidade de horários da EAD são bem vantajosas para o aluno. Sabendo aproveitar essas ferramentas tecnológicas que esta nova modalidade de ensino oferece, o aluno acaba aprendendo mais e no final se tornará um grande profissional.

REFERÊNCIAS

ALAVA, Sérafin. Ciberespaço e Formações Abertas – Rumo a Novas Práticas Educacionais? Porto Alegre: Artmed, 2002.

SERRA, Glades Miquelina Debei. Contribuições das TIC no ensino e aprendizagem de Ciências: tendências e desafios. 2009. 383f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Educação, Universidade de São Paulo (USP), São Paulo, 2009.

CORREIOS DO ESTADO. A educação e o conhecimento na era da tecnologia. Disponível em: http://www.correiodoestado.com.br/opiniao/academica-e-professores-abordam-educacao-na-era-da-tecnologia/226683/>Acesso em: 08 de Set. 2014

Revista ponto.com. O Ensino de Biologia no século XXI. Disponível em: <http://www.revistapontocom.org.br/entrevistas/o-ensino-de-biologia-no-seculo-xxi > Acesso em 09 de Set. 2014