sábado, 28 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Desenvolvimento da autoestima, do autoconceito e da identidade do adolescente.
O autoconceito pode ser definido como a percepção que o indivíduo tem de si
próprio e o conceito que, devido a isso, forma de si. É um constructo que ajuda a
compreender aspectos importantes do comportamento humano, como a uniformidade, a
consciência e a coerência da conduta observável, a noção de identidade e a manutenção
de certos estereótipos de ação na continuidade do tempo. O autoconceito pode ser
classificado em diversos tipos, como acadêmico, emocional, social ou físico. Cada qual
liga se a aspectos diferentes do comportamento humano. Entre os constituintes
intrínsecos do autoconceito realça-se a autoestima. Esta deriva dos processos de
avaliação que o indivíduo faz das suas qualidades, desempenhos ou virtudes. Ocupa, por
isso, um lugar proeminente na compreensão e na explicação dos transtornos emocionais.
O mesmo desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos,
particularmente na prática clínica. (SERRA, 1986).
De uma forma simplificada, podemos dizer que autoestima é a percepção de
valor que o indivíduo confere a si mesmo. Assim, a autoestima pode sofrer interferência
de diversos fatores (internos e externos) da vida da pessoa. Como na adolescência o
indivíduo passa por diversas transformações corporais e psicológicas, nesta fase, é
muito frequente que a autoestima seja abalada. Na puberdade, as alterações hormonais
provocam diversas mudanças corporais. Na menina ocorre o desenvolvimento dos seios,
o aumento de depósito de gordura nos quadris, o e o início dos ciclos menstruais. Nos
meninos ocorre o aumento de pelos no corpo, a mudança na voz, o aparecimento de
barba e bigode e o aumento de massa muscular. Nesta fase, o aparecimento de acne
(espinhas) também é muito comum.
Essas transformações corporais provocadas pela ação hormonal na puberdade
podem fazer com que o adolescente apresente certa dificuldade em reconhecer seu
próprio corpo. Algumas inseguranças com relação à sua imagem podem contribuir para
abalar a sua autoestima. Nesta construção de sua identidade, o adolescente procura no
grupo o apoio necessário para se sentir mais seguro. A aprovação do grupo e da família
é muito importante para estabelecer uma boa autoestima.
Os pais, sempre que possível devem procurar elogiar as boas atitudes dos seus
filhos. As críticas devem ser realizadas com cautela (e jamais na frente de outras
pessoas), para que o adolescente não se sinta humilhado. É interessante também que a
família não subestime os medos e inseguranças do adolescente, e que legitime seus
sentimentos. Entretanto, os limites devem ser bem estabelecidos, para que ele se sinta
cuidado e amado. Nesta fase de transformações e conflitos, uma autoestima elevada
pode contribuir para que o adolescente se sinta mais seguro, mais capaz de enfrentar
desafios e mais consciente do seu valor. Assim, o adolescente se sentirá mais motivado
a construir sua identidade de forma saudável e a conquistar seu espaço na vida.
A adolescência é um período muito importante na formação do homem. A
puberdade é uma fase onde ocorrem as transformações físicas nos jovens. É notório
dizer que adolescência é diferente de puberdade, pois a primeira respectivamente é
criada em meio ao contexto cultural onde o individuo vive e tem contato. A segunda é
um fator universal (não importa onde você esteja sempre acontece) que faz mudanças
internas e externas. A autoestima se encaixa neste contexto, o jovem deve desenvolvê-la
com a ajuda dos pais, professores enfim, toda a sociedade, ela esta inteiramente ligada
ao autoconceito que apresenta grande importância para toda a vida. A identidade
humana é criada desta forma, através do conceito que se tem de si mesmo gerada pela
autoestima na adolescência. Aquilo que você aprende geralmente é aquilo que você teve
ou estar tendo contato e tenta fazer igual.
Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada
de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual
recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para
acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene,
como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio
suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte
do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem pés muito grandes,
nariz torto etc.) (MARTINS, 2014).
Face ao exposto, percebemos a importância da autoestima e do autoconceito na
formação e desenvolvimento da identidade seja do jovem ou adolescente. Todos os
indivíduos humanos devem ter uma boa concepção ou um bom conceito de si mesmo. A
sociedade muitas vezes causa traumas nesta fase, ocasionando a quebra da autoestima
modificando o autoconceito de pessoa que esta sendo atingida. O autoconceito
desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos, particularmente na
prática clínica. Encontra-se intimamente relacionado não só com outros conceitos
psicológicos relevantes, mas na criação da personalidade e caráter humano.
Referências Bibliográficas
SERRA, A. (1986) - A importância do autoconceito, Psiquiatria Clínica, 7 (2): 57-66.
Disponível em: http://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/2204 Acesso em: 09 de março
de 2015.
Instituto Adolescer, Psicoterapia para Adolescentes e famílias, Autoestima na
Adolescência Disponível e: http://www.institutoadolescer.com.br/artigos/autoestimana-adolescencia/
Acesso em: 09 de março de 2015.
MARTINS, Ana Rita. A busca da identidade na adolescência. 2014. Nova Escola.
Disponível em: .
Acesso em: 09 mar. 2015
Os objetivos da política urbana na criação de cidades sustentáveis brasileiras
As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes
voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento
econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem
planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo
que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que
seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.
O processo de urbanização verificado nos países em desenvolvimento,
principalmente na última metade do século passado, resultou em grandes concentrações
populacionais em um número reduzido de cidades, tornando explícito o conflito
existente entre as pessoas de diferentes níveis de renda pela apropriação e o uso de
espaços públicos. O aumento da motorização da população, traduzido na ampliação da
frota de automóveis e motos resulta em uma crise que diariamente é ilustrada pelos
congestionamentos e na disputa pelo uso da rua entre os vários modos de transporte,
motorizados ou não, seja para a promoção da acessibilidade das pessoas ou para o
transporte e distribuição de mercadorias e a prestação de serviços (BOARETO, 2008).
O Brasil ainda precisa desenvolver muito sua parte ambiental, existem muitas cidades
que não tem um planejamento sustentável. Outras já encontram se bem desenvolvidas
(como é o caso de Curitiba). É preciso executar alguns pontos descritos na constituição
em relação ao desenvolvimento sustentável nas cidades brasileiras.
Os objetivos descritos na Lei. 10.257 são pertinentes à garantia do direito a
cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento
ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e
ao lazer, para os presentes e futuras gerações, gestão democrática por meio da
participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da
comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e
projetos de desenvolvimento urbano; cooperação entre os governos, a iniciativa privada
e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em atendimento ao
interesse social, planejamento do desenvolvimento das cidades da distribuição espacial
da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de
influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus
efeitos negativos sobre o meio ambiente, oferta de equipamentos urbanos e
comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da
população e às características locais, ordenação e controle do uso do solo, de forma a
evitar a utilização inadequada dos imóveis urbanos, a proximidade de usos
incompatíveis ou inconvenientes, o parcelamento do solo, a edificação ou o uso
excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana, a instalação de
empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de tráfego,
sem a previsão da infraestrutura correspondente, a retenção especulativa de imóvel
urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização, a deterioração das áreas
urbanizadas e a poluição e a degradação ambiental.
Curitiba é um modelo de cidade sustentável para o Brasil e o mundo, se
destacando principalmente no desenvolvimento sustentável.
Desde a década de 1970, a
capital do Paraná tem vias exclusivas para ônibus articulados e biarticulados e uma
inteligente rede integrada de transportes. De 1990 até hoje, o foco principal do
planejamento da cidade foi o desenvolvimento sustentável e a integração de toda a
Região Metropolitana de Curitiba.
O ponto mais original da estratégia é a otimização e a integração da eficiência e
produtividade dos transportes, ocupação do solo e desenvolvimento da habitação. O
resultado da estratégia é que a cidade se tornou uma vitrine de urbanismo ecológico e
humano, com melhorias contínuas em todos os aspectos do município. Além dessas,
existem outras importantes ações que fazem de Curitiba um exemplo de planejamento
orientado pela sustentabilidade no Brasil. Desde 1989, a cidade possui um programa de
reciclagem atualmente reconhecido. Os moradores da cidade separam os materiais, os
quais são coletados na cidade três vezes por semana. Desde 2009, a Secretaria
Municipal do Meio Ambiente tem conduzido um estudo sobre o nível de absorção de
CO2 obtido pelas áreas verdes, assim como avaliado o total de emissões de CO2 da
cidade, como parte de um plano local para o controle das emissões.
As cidades brasileiras devem seguir estes objetivos para se tornarem municípios
independentes e sustentáveis. É notório dizer que ainda estamos longe de fazer desta
nação um território modelo para outros países, porém nada que o tempo e a sociedade
não possam decidir. Muitos municípios se preocupam com alguns problemas
enfrentados frequentemente pela sociedade atual, como as enchentes causadas pelo
acumulo incorreto do lixo nas grandes metrópoles, a escassez de água, poluição dos rios
levando doenças aos residentes, uso de agentes químicos em vegetais além do consumo
desenfreado e a não utilização das técnicas de reciclagem. A vida do planeta não
depende exclusivamente da educação mas sim dos governantes e da população.
Referências Bibliográficas
BOARETO, Renato. A política de mobilidade urbana e a construção de cidades
sustentáveis1: MOBILIDADE E MEIO AMBIENTE. 2008. Revista dos Transportes
Públicos - ANTP - Ano 30/31. Disponível em: . Acesso em: 17 fev. 2015.
LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm Acesso em 17 de fev. 2015.
Sustentáveis, Planejamento Urbano Orientado pela
Sustentabilidade, Curitiba, Disponível em: http://www.cidadessustentaveis.org.br/
boas-pr%C3%A1ticas/planejamento-urbano-orientado-pela-sustentabilidade Acesso em:
18 de Fev. 2015.
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