segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Novas Publicações!

Olá galera! Tudo bem com vocês?

Passando pra avisar que o #Biologia em foco voltará com suas publicações acerca dessa ciência incrível que esta ao nosso redor. Em breve, novas postagens, videos, mapas conceituais e podcasts sobre as diversas áreas que norteiam as Ciências Biológicas. Nosso objetivo é apresentar ferramentas que auxiliem o leitor a compreender de forma satisfatória o conteúdo de uma forma simples, agradável e divertida!

Saudações Biológicas!
Equipe do #BiologiaemFoco

terça-feira, 17 de março de 2015

Desenvolvimento da autoestima, do autoconceito e da identidade do adolescente.

          O autoconceito pode ser definido como a percepção que o indivíduo tem de si próprio e o conceito que, devido a isso, forma de si. É um constructo que ajuda a compreender aspectos importantes do comportamento humano, como a uniformidade, a consciência e a coerência da conduta observável, a noção de identidade e a manutenção de certos estereótipos de ação na continuidade do tempo. O autoconceito pode ser classificado em diversos tipos, como acadêmico, emocional, social ou físico. Cada qual liga se a aspectos diferentes do comportamento humano. Entre os constituintes intrínsecos do autoconceito realça-se a autoestima. Esta deriva dos processos de avaliação que o indivíduo faz das suas qualidades, desempenhos ou virtudes. Ocupa, por isso, um lugar proeminente na compreensão e na explicação dos transtornos emocionais. O mesmo desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos, particularmente na prática clínica. (SERRA, 1986). 
          De uma forma simplificada, podemos dizer que autoestima é a percepção de valor que o indivíduo confere a si mesmo. Assim, a autoestima pode sofrer interferência de diversos fatores (internos e externos) da vida da pessoa. Como na adolescência o indivíduo passa por diversas transformações corporais e psicológicas, nesta fase, é muito frequente que a autoestima seja abalada. Na puberdade, as alterações hormonais provocam diversas mudanças corporais. Na menina ocorre o desenvolvimento dos seios, o aumento de depósito de gordura nos quadris, o e o início dos ciclos menstruais. Nos meninos ocorre o aumento de pelos no corpo, a mudança na voz, o aparecimento de barba e bigode e o aumento de massa muscular. Nesta fase, o aparecimento de acne (espinhas) também é muito comum.
          Essas transformações corporais provocadas pela ação hormonal na puberdade podem fazer com que o adolescente apresente certa dificuldade em reconhecer seu próprio corpo. Algumas inseguranças com relação à sua imagem podem contribuir para abalar a sua autoestima. Nesta construção de sua identidade, o adolescente procura no grupo o apoio necessário para se sentir mais seguro. A aprovação do grupo e da família é muito importante para estabelecer uma boa autoestima. 
          Os pais, sempre que possível devem procurar elogiar as boas atitudes dos seus filhos. As críticas devem ser realizadas com cautela (e jamais na frente de outras pessoas), para que o adolescente não se sinta humilhado. É interessante também que a família não subestime os medos e inseguranças do adolescente, e que legitime seus sentimentos. Entretanto, os limites devem ser bem estabelecidos, para que ele se sinta cuidado e amado. Nesta fase de transformações e conflitos, uma autoestima elevada pode contribuir para que o adolescente se sinta mais seguro, mais capaz de enfrentar desafios e mais consciente do seu valor. Assim, o adolescente se sentirá mais motivado a construir sua identidade de forma saudável e a conquistar seu espaço na vida.
          A adolescência é um período muito importante na formação do homem. A puberdade é uma fase onde ocorrem as transformações físicas nos jovens. É notório dizer que adolescência é diferente de puberdade, pois a primeira respectivamente é criada em meio ao contexto cultural onde o individuo vive e tem contato. A segunda é um fator universal (não importa onde você esteja sempre acontece) que faz mudanças internas e externas. A autoestima se encaixa neste contexto, o jovem deve desenvolvê-la com a ajuda dos pais, professores enfim, toda a sociedade, ela esta inteiramente ligada ao autoconceito que apresenta grande importância para toda a vida. A identidade humana é criada desta forma, através do conceito que se tem de si mesmo gerada pela autoestima na adolescência. Aquilo que você aprende geralmente é aquilo que você teve ou estar tendo contato e tenta fazer igual. 
          Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem pés muito grandes, nariz torto etc.) (MARTINS, 2014).
          Face ao exposto, percebemos a importância da autoestima e do autoconceito na formação e desenvolvimento da identidade seja do jovem ou adolescente. Todos os indivíduos humanos devem ter uma boa concepção ou um bom conceito de si mesmo. A sociedade muitas vezes causa traumas nesta fase, ocasionando a quebra da autoestima modificando o autoconceito de pessoa que esta sendo atingida. O autoconceito desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos, particularmente na prática clínica. Encontra-se intimamente relacionado não só com outros conceitos psicológicos relevantes, mas na criação da personalidade e caráter humano.

Referências Bibliográficas

SERRA, A. (1986) - A importância do autoconceito, Psiquiatria Clínica, 7 (2): 57-66. Disponível em: http://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/2204 Acesso em: 09 de março de 2015. 

Instituto Adolescer, Psicoterapia para Adolescentes e famílias, Autoestima na Adolescência Disponível e: http://www.institutoadolescer.com.br/artigos/autoestimana-adolescencia/ Acesso em: 09 de março de 2015. 

MARTINS, Ana Rita. A busca da identidade na adolescência. 2014. Nova Escola. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2015

Os objetivos da política urbana na criação de cidades sustentáveis brasileiras

          As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas. O processo de urbanização verificado nos países em desenvolvimento, principalmente na última metade do século passado, resultou em grandes concentrações populacionais em um número reduzido de cidades, tornando explícito o conflito existente entre as pessoas de diferentes níveis de renda pela apropriação e o uso de espaços públicos. O aumento da motorização da população, traduzido na ampliação da frota de automóveis e motos resulta em uma crise que diariamente é ilustrada pelos congestionamentos e na disputa pelo uso da rua entre os vários modos de transporte, motorizados ou não, seja para a promoção da acessibilidade das pessoas ou para o transporte e distribuição de mercadorias e a prestação de serviços (BOARETO, 2008). 
          O Brasil ainda precisa desenvolver muito sua parte ambiental, existem muitas cidades que não tem um planejamento sustentável. Outras já encontram se bem desenvolvidas (como é o caso de Curitiba). É preciso executar alguns pontos descritos na constituição em relação ao desenvolvimento sustentável nas cidades brasileiras. Os objetivos descritos na Lei. 10.257 são pertinentes à garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para os presentes e futuras gerações, gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano; cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em atendimento ao interesse social, planejamento do desenvolvimento das cidades da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente, oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população e às características locais, ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar a utilização inadequada dos imóveis urbanos, a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes, o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana, a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de tráfego, sem a previsão da infraestrutura correspondente, a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização, a deterioração das áreas urbanizadas e a poluição e a degradação ambiental. Curitiba é um modelo de cidade sustentável para o Brasil e o mundo, se destacando principalmente no desenvolvimento sustentável. 
          Desde a década de 1970, a capital do Paraná tem vias exclusivas para ônibus articulados e biarticulados e uma inteligente rede integrada de transportes. De 1990 até hoje, o foco principal do planejamento da cidade foi o desenvolvimento sustentável e a integração de toda a Região Metropolitana de Curitiba. O ponto mais original da estratégia é a otimização e a integração da eficiência e produtividade dos transportes, ocupação do solo e desenvolvimento da habitação. O resultado da estratégia é que a cidade se tornou uma vitrine de urbanismo ecológico e humano, com melhorias contínuas em todos os aspectos do município. Além dessas, existem outras importantes ações que fazem de Curitiba um exemplo de planejamento orientado pela sustentabilidade no Brasil. Desde 1989, a cidade possui um programa de reciclagem atualmente reconhecido. Os moradores da cidade separam os materiais, os quais são coletados na cidade três vezes por semana. Desde 2009, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente tem conduzido um estudo sobre o nível de absorção de CO2 obtido pelas áreas verdes, assim como avaliado o total de emissões de CO2 da cidade, como parte de um plano local para o controle das emissões. 
          As cidades brasileiras devem seguir estes objetivos para se tornarem municípios independentes e sustentáveis. É notório dizer que ainda estamos longe de fazer desta nação um território modelo para outros países, porém nada que o tempo e a sociedade não possam decidir. Muitos municípios se preocupam com alguns problemas enfrentados frequentemente pela sociedade atual, como as enchentes causadas pelo acumulo incorreto do lixo nas grandes metrópoles, a escassez de água, poluição dos rios levando doenças aos residentes, uso de agentes químicos em vegetais além do consumo desenfreado e a não utilização das técnicas de reciclagem. A vida do planeta não depende exclusivamente da educação mas sim dos governantes e da população. 

Referências Bibliográficas 

BOARETO, Renato. A política de mobilidade urbana e a construção de cidades sustentáveis1: MOBILIDADE E MEIO AMBIENTE. 2008. Revista dos Transportes Públicos - ANTP - Ano 30/31. Disponível em: . Acesso em: 17 fev. 2015. LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm Acesso em 17 de fev. 2015. 

Sua Pesquisa, Cidades Sustentáveis, Definições, Disponível em: http://www.suapes quisa.com/ecologiasaude/cidades_sustentaveis.htm Acesso em 17 de fev. 2015. Programas Cidades 

Sustentáveis, Planejamento Urbano Orientado pela Sustentabilidade, Curitiba, Disponível em: http://www.cidadessustentaveis.org.br/ boas-pr%C3%A1ticas/planejamento-urbano-orientado-pela-sustentabilidade Acesso em: 18 de Fev. 2015.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tecnologia e Educação, Objetos de Aprendizagem.

            Os professores têm encontrado em suas salas de aulas, alunos cada vez mais familiarizados com recursos de comunicação digital. Isto se dá pelo crescimento exponencial do acesso aos computadores e à internet. São diversos os recursos de comunicação digital acessados diariamente pelos jovens, como por exemplo: histórias em quadrinhos, desenhos animados, vídeos, imagens, figuras, gráficos, áudios, apresentações multimídia, jogos, entre outros. Já que os recursos de comunicação digital são muito atrativos para os jovens, que passam horas de seus momentos de lazer em frente ao computador, porque não utilizar tais recursos para fins educacionais?
            O desenvolvimento de recursos de comunicação digital personalizados para fins educacionais, no momento atual, ainda necessita de pessoas especializadas, e, por esse motivo, torna-se financeiramente inviável para a maioria das instituições. Portanto, quanto mais esses recursos puderem ser reaproveitados em diferentes contextos, por diferentes professores em séries e disciplinas diferentes, o seu custo de desenvolvimento diminui progressivamente. Para que isso seja possível, existe uma padronização que aumenta a probabilidade de reutilização de tais recursos, a partir de uma estrutura em blocos.
            Qualquer recurso, suplementar ao processo de aprendizagem, que pode ser reusado para apoiar a aprendizagem. O termo objeto educacional (learning object) geralmente aplica-se a materiais educacionais projetados e construídos em pequenos conjuntos com vista a maximizar as situações de aprendizagem onde o recurso pode ser utilizado. [...] A idéia básica é a de que os objetos sejam blocos com os quais será construído o contexto de aprendizagem. (TAROUCO, 2003)
            E de acordo com Wiley, qualquer recurso digital que possa ser reutilizado para suporte ao ensino. A principal idéia dos objetos de aprendizagem é quebrar o conteúdo em pequenos pedaços que possam ser reutilizados em diferentes ambientes de aprendizagem, em um espírito de programação orientada a objetos. (WILEY, 1999)
            Um dos grandes problemas enfrentados nas instituições de ensino é que os recursos pedagógicos produzidos internamente ou adquiridos não ficam centralizados em um único lugar, dificultando seu acesso pelos membros da instituição. Muitas vezes, a escola possui materiais muito interessantes e os professores nem sabem de sua existência.
            Os repositórios de recursos digitais aparecem justamente para fazer a integração de todos esses recursos disponíveis na instituição. Eles são grandes bases de dados disponíveis na internet e que, por meio de um sistema de busca, permitem aos professores e alunos acessarem rapidamente os materiais de que precisam. Um grande ganho para a educação seria a existência de uma rede que ligasse todos os repositórios de objetos existentes no mundo e que eles fossem de livre acesso e uso por qualquer pessoa.
            Os objetos de aprendizagem devem ser reutilizados, isto é, todo objeto deve ser desenvolvido com a clareza de que deve possuir todos os requisitos para que possa ser reutilizado em uma situação diferente, por docentes diferentes. Outra característica muito importante do objeto é a acessibilidade. Isto quer dizer que existe uma facilidade em acessar o objeto, pois ele fica disponível em rede. Por esse motivo, não existem barreiras de tempo e espaço para ter acesso a ele.

            A próxima característica de um objeto de aprendizagem é a interoperabilidade, ou seja, pode ser utilizado em plataformas diferentes, sem o risco de não funcionar em alguma delas por problemas de incompatibilidade. E por último, mas não menos importante, a durabilidade de um objeto de aprendizagem, pois quando não há limitação  de plataforma,  por utilizar um padrão neutro, e  quando ocorrem mudanças nos sistemas tecnológicos  na  instituição,  os  objetos  não  necessitam de reprogramação, pois se adaptam a qualquer plataforma.