Olá galera, olha só essa história em quadrinhos sobre uma doença causada por um platelminto!
quarta-feira, 16 de março de 2016
segunda-feira, 7 de setembro de 2015
Novas Publicações!
Olá galera! Tudo bem com vocês?
Passando pra avisar que o #Biologia em foco voltará com suas publicações acerca dessa ciência incrível que esta ao nosso redor. Em breve, novas postagens, videos, mapas conceituais e podcasts sobre as diversas áreas que norteiam as Ciências Biológicas. Nosso objetivo é apresentar ferramentas que auxiliem o leitor a compreender de forma satisfatória o conteúdo de uma forma simples, agradável e divertida!
Saudações Biológicas!
Equipe do #BiologiaemFoco
sábado, 28 de março de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Desenvolvimento da autoestima, do autoconceito e da identidade do adolescente.
O autoconceito pode ser definido como a percepção que o indivíduo tem de si
próprio e o conceito que, devido a isso, forma de si. É um constructo que ajuda a
compreender aspectos importantes do comportamento humano, como a uniformidade, a
consciência e a coerência da conduta observável, a noção de identidade e a manutenção
de certos estereótipos de ação na continuidade do tempo. O autoconceito pode ser
classificado em diversos tipos, como acadêmico, emocional, social ou físico. Cada qual
liga se a aspectos diferentes do comportamento humano. Entre os constituintes
intrínsecos do autoconceito realça-se a autoestima. Esta deriva dos processos de
avaliação que o indivíduo faz das suas qualidades, desempenhos ou virtudes. Ocupa, por
isso, um lugar proeminente na compreensão e na explicação dos transtornos emocionais.
O mesmo desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos,
particularmente na prática clínica. (SERRA, 1986).
De uma forma simplificada, podemos dizer que autoestima é a percepção de
valor que o indivíduo confere a si mesmo. Assim, a autoestima pode sofrer interferência
de diversos fatores (internos e externos) da vida da pessoa. Como na adolescência o
indivíduo passa por diversas transformações corporais e psicológicas, nesta fase, é
muito frequente que a autoestima seja abalada. Na puberdade, as alterações hormonais
provocam diversas mudanças corporais. Na menina ocorre o desenvolvimento dos seios,
o aumento de depósito de gordura nos quadris, o e o início dos ciclos menstruais. Nos
meninos ocorre o aumento de pelos no corpo, a mudança na voz, o aparecimento de
barba e bigode e o aumento de massa muscular. Nesta fase, o aparecimento de acne
(espinhas) também é muito comum.
Essas transformações corporais provocadas pela ação hormonal na puberdade
podem fazer com que o adolescente apresente certa dificuldade em reconhecer seu
próprio corpo. Algumas inseguranças com relação à sua imagem podem contribuir para
abalar a sua autoestima. Nesta construção de sua identidade, o adolescente procura no
grupo o apoio necessário para se sentir mais seguro. A aprovação do grupo e da família
é muito importante para estabelecer uma boa autoestima.
Os pais, sempre que possível devem procurar elogiar as boas atitudes dos seus
filhos. As críticas devem ser realizadas com cautela (e jamais na frente de outras
pessoas), para que o adolescente não se sinta humilhado. É interessante também que a
família não subestime os medos e inseguranças do adolescente, e que legitime seus
sentimentos. Entretanto, os limites devem ser bem estabelecidos, para que ele se sinta
cuidado e amado. Nesta fase de transformações e conflitos, uma autoestima elevada
pode contribuir para que o adolescente se sinta mais seguro, mais capaz de enfrentar
desafios e mais consciente do seu valor. Assim, o adolescente se sentirá mais motivado
a construir sua identidade de forma saudável e a conquistar seu espaço na vida.
A adolescência é um período muito importante na formação do homem. A
puberdade é uma fase onde ocorrem as transformações físicas nos jovens. É notório
dizer que adolescência é diferente de puberdade, pois a primeira respectivamente é
criada em meio ao contexto cultural onde o individuo vive e tem contato. A segunda é
um fator universal (não importa onde você esteja sempre acontece) que faz mudanças
internas e externas. A autoestima se encaixa neste contexto, o jovem deve desenvolvê-la
com a ajuda dos pais, professores enfim, toda a sociedade, ela esta inteiramente ligada
ao autoconceito que apresenta grande importância para toda a vida. A identidade
humana é criada desta forma, através do conceito que se tem de si mesmo gerada pela
autoestima na adolescência. Aquilo que você aprende geralmente é aquilo que você teve
ou estar tendo contato e tenta fazer igual.
Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada
de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual
recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para
acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene,
como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio
suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte
do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem pés muito grandes,
nariz torto etc.) (MARTINS, 2014).
Face ao exposto, percebemos a importância da autoestima e do autoconceito na
formação e desenvolvimento da identidade seja do jovem ou adolescente. Todos os
indivíduos humanos devem ter uma boa concepção ou um bom conceito de si mesmo. A
sociedade muitas vezes causa traumas nesta fase, ocasionando a quebra da autoestima
modificando o autoconceito de pessoa que esta sendo atingida. O autoconceito
desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos, particularmente na
prática clínica. Encontra-se intimamente relacionado não só com outros conceitos
psicológicos relevantes, mas na criação da personalidade e caráter humano.
Referências Bibliográficas
SERRA, A. (1986) - A importância do autoconceito, Psiquiatria Clínica, 7 (2): 57-66.
Disponível em: http://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/2204 Acesso em: 09 de março
de 2015.
Instituto Adolescer, Psicoterapia para Adolescentes e famílias, Autoestima na
Adolescência Disponível e: http://www.institutoadolescer.com.br/artigos/autoestimana-adolescencia/
Acesso em: 09 de março de 2015.
MARTINS, Ana Rita. A busca da identidade na adolescência. 2014. Nova Escola.
Disponível em: .
Acesso em: 09 mar. 2015
Os objetivos da política urbana na criação de cidades sustentáveis brasileiras
As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes
voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento
econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem
planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo
que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que
seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas.
O processo de urbanização verificado nos países em desenvolvimento,
principalmente na última metade do século passado, resultou em grandes concentrações
populacionais em um número reduzido de cidades, tornando explícito o conflito
existente entre as pessoas de diferentes níveis de renda pela apropriação e o uso de
espaços públicos. O aumento da motorização da população, traduzido na ampliação da
frota de automóveis e motos resulta em uma crise que diariamente é ilustrada pelos
congestionamentos e na disputa pelo uso da rua entre os vários modos de transporte,
motorizados ou não, seja para a promoção da acessibilidade das pessoas ou para o
transporte e distribuição de mercadorias e a prestação de serviços (BOARETO, 2008).
O Brasil ainda precisa desenvolver muito sua parte ambiental, existem muitas cidades
que não tem um planejamento sustentável. Outras já encontram se bem desenvolvidas
(como é o caso de Curitiba). É preciso executar alguns pontos descritos na constituição
em relação ao desenvolvimento sustentável nas cidades brasileiras.
Os objetivos descritos na Lei. 10.257 são pertinentes à garantia do direito a
cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento
ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e
ao lazer, para os presentes e futuras gerações, gestão democrática por meio da
participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da
comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e
projetos de desenvolvimento urbano; cooperação entre os governos, a iniciativa privada
e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em atendimento ao
interesse social, planejamento do desenvolvimento das cidades da distribuição espacial
da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de
influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus
efeitos negativos sobre o meio ambiente, oferta de equipamentos urbanos e
comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da
população e às características locais, ordenação e controle do uso do solo, de forma a
evitar a utilização inadequada dos imóveis urbanos, a proximidade de usos
incompatíveis ou inconvenientes, o parcelamento do solo, a edificação ou o uso
excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana, a instalação de
empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de tráfego,
sem a previsão da infraestrutura correspondente, a retenção especulativa de imóvel
urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização, a deterioração das áreas
urbanizadas e a poluição e a degradação ambiental.
Curitiba é um modelo de cidade sustentável para o Brasil e o mundo, se
destacando principalmente no desenvolvimento sustentável.
Desde a década de 1970, a
capital do Paraná tem vias exclusivas para ônibus articulados e biarticulados e uma
inteligente rede integrada de transportes. De 1990 até hoje, o foco principal do
planejamento da cidade foi o desenvolvimento sustentável e a integração de toda a
Região Metropolitana de Curitiba.
O ponto mais original da estratégia é a otimização e a integração da eficiência e
produtividade dos transportes, ocupação do solo e desenvolvimento da habitação. O
resultado da estratégia é que a cidade se tornou uma vitrine de urbanismo ecológico e
humano, com melhorias contínuas em todos os aspectos do município. Além dessas,
existem outras importantes ações que fazem de Curitiba um exemplo de planejamento
orientado pela sustentabilidade no Brasil. Desde 1989, a cidade possui um programa de
reciclagem atualmente reconhecido. Os moradores da cidade separam os materiais, os
quais são coletados na cidade três vezes por semana. Desde 2009, a Secretaria
Municipal do Meio Ambiente tem conduzido um estudo sobre o nível de absorção de
CO2 obtido pelas áreas verdes, assim como avaliado o total de emissões de CO2 da
cidade, como parte de um plano local para o controle das emissões.
As cidades brasileiras devem seguir estes objetivos para se tornarem municípios
independentes e sustentáveis. É notório dizer que ainda estamos longe de fazer desta
nação um território modelo para outros países, porém nada que o tempo e a sociedade
não possam decidir. Muitos municípios se preocupam com alguns problemas
enfrentados frequentemente pela sociedade atual, como as enchentes causadas pelo
acumulo incorreto do lixo nas grandes metrópoles, a escassez de água, poluição dos rios
levando doenças aos residentes, uso de agentes químicos em vegetais além do consumo
desenfreado e a não utilização das técnicas de reciclagem. A vida do planeta não
depende exclusivamente da educação mas sim dos governantes e da população.
Referências Bibliográficas
BOARETO, Renato. A política de mobilidade urbana e a construção de cidades
sustentáveis1: MOBILIDADE E MEIO AMBIENTE. 2008. Revista dos Transportes
Públicos - ANTP - Ano 30/31. Disponível em: . Acesso em: 17 fev. 2015.
LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001. Disponível em: http://www.planalto.
gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm Acesso em 17 de fev. 2015.
Sustentáveis, Planejamento Urbano Orientado pela
Sustentabilidade, Curitiba, Disponível em: http://www.cidadessustentaveis.org.br/
boas-pr%C3%A1ticas/planejamento-urbano-orientado-pela-sustentabilidade Acesso em:
18 de Fev. 2015.
segunda-feira, 26 de janeiro de 2015
Tecnologia e Educação, Objetos de Aprendizagem.
Os professores têm
encontrado em suas salas de aulas, alunos cada vez mais familiarizados com
recursos de comunicação digital. Isto se dá pelo crescimento exponencial do
acesso aos computadores e à internet. São diversos os recursos de comunicação
digital acessados diariamente pelos jovens, como por exemplo: histórias em
quadrinhos, desenhos animados, vídeos, imagens, figuras, gráficos, áudios,
apresentações multimídia, jogos, entre outros. Já que os recursos de
comunicação digital são muito atrativos para os jovens, que passam horas de
seus momentos de lazer em frente ao computador, porque não utilizar tais
recursos para fins educacionais?
O desenvolvimento de recursos de
comunicação digital personalizados para fins educacionais, no momento atual,
ainda necessita de pessoas especializadas, e, por esse motivo, torna-se
financeiramente inviável para a maioria das instituições. Portanto, quanto mais
esses recursos puderem ser reaproveitados em diferentes contextos, por
diferentes professores em séries e disciplinas diferentes, o seu custo de
desenvolvimento diminui progressivamente. Para que isso seja possível, existe
uma padronização que aumenta a probabilidade de reutilização de tais recursos,
a partir de uma estrutura em blocos.
Qualquer recurso, suplementar ao processo
de aprendizagem, que pode ser reusado para apoiar a aprendizagem. O termo
objeto educacional (learning object) geralmente aplica-se a materiais
educacionais projetados e construídos em pequenos conjuntos com vista a
maximizar as situações de aprendizagem onde o recurso pode ser utilizado. [...]
A idéia básica é a de que os objetos sejam blocos com os quais será construído
o contexto de aprendizagem. (TAROUCO, 2003)
E de acordo com Wiley, qualquer
recurso digital que possa ser reutilizado para suporte ao ensino. A principal
idéia dos objetos de aprendizagem é quebrar o conteúdo em pequenos pedaços que
possam ser reutilizados em diferentes ambientes de aprendizagem, em um espírito
de programação orientada a objetos. (WILEY, 1999)
Um dos grandes problemas enfrentados
nas instituições de ensino é que os recursos pedagógicos produzidos internamente
ou adquiridos não ficam centralizados em um único lugar, dificultando seu
acesso pelos membros da instituição. Muitas vezes, a escola possui materiais
muito interessantes e os professores nem sabem de sua existência.
Os repositórios de recursos digitais
aparecem justamente para fazer a integração de todos esses recursos disponíveis
na instituição. Eles são grandes bases de dados disponíveis na internet e que,
por meio de um sistema de busca, permitem aos professores e alunos acessarem rapidamente
os materiais de que precisam. Um grande ganho para a educação seria a existência
de uma rede que ligasse todos os repositórios de objetos existentes no mundo e
que eles fossem de livre acesso e uso por qualquer pessoa.
Os objetos de aprendizagem devem ser
reutilizados, isto é, todo objeto deve ser desenvolvido com a clareza de que
deve possuir todos os requisitos para que possa ser reutilizado em uma situação
diferente, por docentes diferentes. Outra característica muito importante do
objeto é a acessibilidade. Isto quer dizer que existe uma facilidade em acessar
o objeto, pois ele fica disponível em rede. Por esse motivo, não existem
barreiras de tempo e espaço para ter acesso a ele.
A próxima característica de um objeto
de aprendizagem é a interoperabilidade, ou seja, pode ser utilizado em
plataformas diferentes, sem o risco de não funcionar em alguma delas por problemas
de incompatibilidade. E por último, mas não menos importante, a durabilidade de
um objeto de aprendizagem, pois quando não há limitação de plataforma, por utilizar um padrão neutro, e quando ocorrem mudanças nos sistemas tecnológicos na
instituição, os objetos
não necessitam de reprogramação,
pois se adaptam a qualquer plataforma.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2014
A importância da diversificação dos métodos de ensino em Biologia
A
disciplina de Biologia, campo das ciências naturais, que estuda o comportamento
dos organismos, seja de forma individual ou em seu coletivo, de acordo com os
níveis de organização, tem como foco principal o estudo de cada espécie, animal
ou vegetal, observada como um agente ativo e passivo integrante do meio
ambiente. Nesse sentido, a compreensão da biologia como estudo da vida, nos
revela a essência de um equilíbrio envolvendo os padrões do funcionamento
orgânico, (considerando a diversidade das espécies) e os fatores puramente
físico-químicos. Esse último, regendo os mecanismos de existência, manutenção e
propagação dos seres vivos, cada um, inserido no tempo e no espaço específico.
Assim,
o entendimento dos princípios biológicos pode ajudar a lidar de forma mais
relacionada, à abrangência das relações harmônicas e desarmônicas quando em
conjunto com o meio biótico e abiótico. Dessa forma, a visão de ciência
transmitida aos níveis de ensino: fundamental e médio necessita explorar os
conteúdos de forma mais didática possível, aproximando os conteúdos à realidade
dos alunos. Assuntos que envolvem aspectos em escala microscópica, por exemplo,
o estudo molecular do material hereditário (o DNA) e até mesmo a importância de
seres tão pequenos como as bactérias, devem ser explicadas atendendo a ótica
minuciosa da matéria, tornando-se visíveis a todas as formas de percepção por
parte do educando. O educador, mesmo contra o tempo, carência de recursos e
demais condições em oposição, precisa de forma criativa trabalhar com mais
ênfase a ciência (FONSECA, 2014).
A
diversificação dos métodos no ensino da biologia se torna bastante importante, pois
o professor tem o objetivo de fazer com que os alunos tenham a curiosidade de
saber mais sobre o conteúdo visto em uma aula expositiva. Os métodos são como
estratégias utilizadas pelos docentes para tornar os encontros mais dinâmicos.
Os discentes devem conhecimento sobre o conteúdo, e não decora-lo para fazer
uma prova. O sistema de educação muitas vezes não oferece a todas as escolas
uma boa infraestrutura, equipamentos ou ate mesmo um suporte para que o
professor possa utilizar como beneficio tornando suas aulas mais atrativas aos
olhos dos alunos.
Pode-se
dizer que a assimilação dos conceitos científicos se baseia igualmente nos
conceitos elaborados no processo da própria experiência da criança, como no
estudo de uma língua estrangeira se baseia na semântica da língua materna
(...); de igual maneira, a assimilação do sistema de conhecimentos científicos
também não é possível senão através dessa relação imediata com o mundo dos
objetos, senão através de outros conceitos anteriormente elaborados (VIGOTSKY,
2000, p. 269).
De
acordo com Vigotsky (2000), pode-se observa a importância dos métodos
biológicos, pois os conceitos científicos não são assimilados, nem decorados,
nem memorizados, eles surgem e se constituem por meio de uma imensa tensão de
toda a atividade do próprio pensamento. Por isso, é possível dizer que os
conceitos científicos se tornam diferentes a parti da experiência individual de
cada aluno.
A
experiência como docente permite afirmar que os estudantes têm formas
diferentes de se relacionar com o estudo dos conteúdos. Há os que se preocupam
apenas com os resultados de seus estudos traduzidos pelas notas ou conceitos.
Estes se relacionam de forma superficial com os conteúdos. Há também, os que
buscam esclarecimentos profundos com o estudo e passam a analisá-lo para
atingir uma visão ampla do conhecimento. De acordo com o exposto, Krasilchik
(2005, p.12), descreve quatro níveis de alfabetização biológica, Em primeiro
temos a nominal que é quando o estudante reconhece os termos, mas não sabe seu
significado biológico.
Em
segundo temos a Funcional, quando os termos memorizados são definidos
corretamente, sem que os estudantes compreendam seu significado. A estrutural
ocupa o terceiro lugar que é quando os estudantes são capazes de explicar
adequadamente, em suas próprias palavras e baseando-se em experiências
pessoais, os conceitos biológicos. E por fim a multidimensional - quando os
estudantes aplicam o conhecimento e habilidades adquiridas, relacionando-as com
o conhecimento de outras áreas, para resolver problemas reais (ROSSASI et al,
2012).
Existem
várias formas e metodologias que o professor pode utilizar em suas aulas. Neste
contexto, e de acordo com as necessidades e exigências da prática docente,
dependendo das condições da escola e do interesse de seus alunos, o docente
selecionará a modalidade didática mais adequada para aquela situação/conteúdo.
Entende-se que o processo ensino-aprendizagem é dinâmico e coletivo exigindo
por isso, parcerias entre professor e o aluno e aluno e aluno. Para estabelecer
estas relações dialógicas, o professor poderá optar por várias modalidades
didáticas que permitem esse tipo de interação.
As
aulas expositivas é um método muito importante, porem exige do aluno muita
calma e concentração, poucos conseguem absorver o conteúdo com esta
metodologia. Segundo Krasilchik (2005), Os professores não estabelecem relações
causais. Apresentam fatos sem justificá-los e sem explicar como se chegou a
eles, o que afasta ainda mais a modalidade didática do objetivo de ensinar a
pensar lógica e criticamente. Centralizar a aula num problema é uma das formas
de intensificar a participação intelectual dos alunos, que acompanham as
alternativas de solução propostas pelo expositor (KRASILCHIK, 2005, p. 80). O
docente deve utilizar este método não deixando de lado outros que existe para
tornar a aula mais dinâmica.
As
discursões em sala de aula devem ser utilizadas pelo docente, com o objetivo de
alertar, discutir, questionar um tema proposto pelo mediador da discursão, o
professor. Torres fez a seguinte afirmação: Uma das ideias centrais que elas
encerram é a de que o conhecimento é construído socialmente, na interação entre
pessoas e não pela transferência do professor para o aluno. Portanto rejeitam
fortemente a metodologia de reprodução do conhecimento, que coloca o aluno como
sujeito passivo no processo de ensino-aprendizagem. (TORRES et al, 2007, p.65).
As
aulas práticas são de grande importância na compreensão de conteúdos como na
citologia onde os alunos estudam os componentes que fazem parte de uma célula,
como a membrana plasmática e suas organelas. O professor pode utilizar esta
metodologia para apresentar os alunos uma serie de imagens vistas em
microscópio, seja em um laboratório ou em campo, a biologia esta presente em
todos os lugares, é dever do docente utilizar as aulas praticas para auxiliar
para se ter conhecimento. As escolas possuem tecnologias, algumas simples
outras um pouco mais complexas. As
mídias também são de extrema importância para o aprendizado dos alunos, pois a
educação utiliza a tecnologia para passar conhecimento, seja através de um
vídeo, áudio ou ate mesmo a própria internet.
Portanto
as metodologias de ensino é uma forma de deixar as aulas interativas e mais
dinâmicas, face ao exposto percebemos que o professor pode utilizar vários
métodos pra aprofundar o conhecimento dos alunos através de conceitos e
técnicas citadas acima. A biologia é uma ciência rica, e deve ser explorada de
forma minuciosa, atraindo o público e despertando a curiosidade. A educação
busca orientar e formar profissionais que tenham esse perfil de se adequar as
necessidades dos alunos e a escola onde o mesmo trabalha. É lamentável que
algumas escolas não ofereçam um laboratório equipado ou até mesmo equipamentos
de mídia para auxiliar no aprendizado dos discentes. Mas o professor de
biologia deve quebrar paradigmas impostos pelo sistema, e diversificar os
métodos no ensino da biologia, dando assim um suporte maior aos alunos, com o
objetivo de deixar as aulas, mas divertidas, e que os educandos possam aprender
de forma dinâmica e compreensível.
Referências Bibliográficas:
FONSECA,
Krukemberghe. Estratégias de Ensino:
Biologia. Disponível em:
<http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/biologia.htm>.
Acesso em: 07 dez. 2014.
VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução:
Paulo
Bezerra. - São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 269.
ROSSASI,
Lucilei Bodaneze; POLINARSKI, Celso Aparecido. Reflexões sobre
metodologias para o ensino de biologia: uma perspectiva a partir da
pratica docente. 2012. Disponível em:
<http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/491-4.pdf>.
Acesso em: 08 dez. 2014.
KRASILCHIK, M. Práticas de Ensino de Biologia. 4ª ed. ver. e amp.,1ª reimp.
-
São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.
TORRES, P. L. e MARRIOTT, R. de C. V.
Mapas Conceituais. In TORRES,
P.
L. (Org.). Algumas vias para Entretecer o
Pensar e o Agir. Curitiba: SENARPR,
2007.
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