quinta-feira, 12 de abril de 2018

Inclusão Bilíngue na Educação dos Surdos e a implantação da disciplina de Libras na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) da Educação Básica


O desenvolvimento da educação no Brasil gera uma serie de reflexões a serem trabalhadas na sociedade, principalmente quando abordamos a formação educacional de pessoas portadoras de deficiência, em especial os surdos do país. O que se pode fazer para promover a inclusão de surdos na educação básica?
Um dos obstáculos é a inclusão dos surdos nas escolas regulares. É possível observar que as maiorias das instituições não estão preparadas para receber discentes surdos. As escolas deveriam ter profissionais capacitados no ensino de Libras, interpretes capazes de fazer a comunicação, além de recursos que facilitem a aprendizagem de todos os alunos.
Sabe-se que a surdez não deve ser motivo de desvantagem de aprendizado em relação aos demais alunos. Comprova-se que uma pessoa surda consegue desenvolver habilidades sensoriais, físicas, intelectuais e sociais conseguindo dessa forma seu espaço em qualquer setor da sociedade.
É necessária a universalização e a oferta de uma formação diferenciada. Uma alternativa é o ensino bilíngue que é o método que mais se aproxima do respeito ao sujeito surdo em sua identidade e cultura. É preciso oportunizar ao sujeito surdo a condição de se incluir na sociedade de forma efetiva e completa, reconhecendo suas diferenças e capacidades.
O bilinguismo promove aos surdos, à sua Língua materna, sendo de preferência a vivência e aprendizagem desta estimulada pelo contato com comunidade surda, na qual estará inserida quando maior. Dessa forma acredita-se que uma das soluções para incluir os alunos surdos nas escolas, sem que houvesse distinção entre os discentes ouvintes seria a implantação da disciplina de Libras na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) nas escolas regulares. O ensino de português juntamente com o ensino de Libras, oferece mais oportunidades não só para os surdos, como também para os ouvintes.
Nesse sentido é dever do estado, das famílias e da comunidade escolar garantir uma educação de qualidade, com recursos essenciais a uma boa formação. Acredita-se que os desafios enfrentados na formação dos surdos giram em torno da oferta de uma educação diferenciada, através do ensino de Libras, linguagem de sinais que auxilia na compreensão e comunicação facilitando a aprendizagem. É de grande importância a formação e a valorização de profissionais que lidam com essa área.

REFERÊNCIAS:

KABASKI, Cristiane; MORAIS, Violeta Porto. O bilinguismo como proposta educacional para crianças surdas. 2009. Disponível em: <http://www.educadores.diaadia.pr.gov.br/arquivos/File/artigos_edespecial/biliguinguismo.pdf>. Acesso em: 12 abr. 2018.

quarta-feira, 27 de setembro de 2017

Práticas de Cuidado em Saúde no município de Cascavel, Ceará.

       Sabendo da importância de se trabalhar Educação e Saúde, podemos listar algumas atividades, que se baseiam nos princípios e ideias de saúde, pelo conhecimento popular, vistas até hoje na sociedade contemporânea. Uma dela é a atividade Aeróbica, que se caracteriza pela oxigenação dos músculos. “Durante sua execução, grupos musculares do corpo necessitam de mais oxigênio, com isso o coração acelera o batimento cardíaco na finalidade do sangue transportá-lo suprindo essa necessidade” (COUTO, 2017).
            No município de Cascavel, Ceará, encontramos com bastante facilidade essa prática. Isso porque é sabido pela população que os movimentos físicos melhoram a qualidade de vida. Esse pensamento tem se difundido de pai para filho e tem ganhado força devido à quantidade de doenças que são ocasionadas pelo sedentarismo. Pessoas com hipertensão, obesidade, diabetes são inclusas no projeto. Na cidade há um projeto que uni pessoas de todas as idades, desde as crianças até as pessoas mais idosas, em espaço público, seja praça ou campos de futebol, para a prática de exercícios aeróbicos.
            Outra atividade, baseada nos princípios de Educação e Saúde, que está presente de forma ativa na cidade é o Planejamento Familiar, ofertado nos Postos de Saúde do município de Cascavel. Sendo um conjunto de ações que auxiliam homens e mulheres a planejar a chegada dos filhos, e também a prevenir gravidez indesejada. Isso porque todas as pessoas possuem o direito de decidir se terão ou não filhos, mas cabe ao Estado o dever de oferecer acesso a recursos informativos, educacionais, técnicos e científicos que assegurem a prática do planejamento familiar. As reuniões que acontecem semanalmente contam com a ajuda de profissionais da área de Saúde, prontos para tirar as dúvidas da população, objetivando a conscientização social. A contracepção é bastante debatida nesses encontros. A qualidade de vida também começa com um bom planejamento, afinal estamos falando de Saúde mental, pessoal e coletiva.


REFERÊNCIAS
COELHO, Manuela de Mendonça Figueiredo; MIRANDA, Karla Correa Lima; CABRAL, Riksberg Leite. Educação em Saúde. Fortaleza: EdUECE, 2015.
COUTO, Vanessa Rodrigues. Exercícios Aeróbicos. 2017. Disponível em: <http://www.infoescola.com/educacao-fisica/exercicios-aerobicos/>. Acesso em: 26 set. 2017.

PLANEJAMENTO Familiar. 2017. Gineco.com.br. Disponível em: <http://www.gineco.com.br/saude-feminina/metodos-contraceptivos/planejamento-familiar/>. Acesso em: 27 set. 2017.

quinta-feira, 13 de outubro de 2016

O mundo da Microbiologia!

Olá caros leitores!
Nesta postagem através das histórias em quadrinhos, trago um pouco do conteúdo de microbiologia.  A Microbiologia é o ramo da biologia que estuda os micro-organismos, incluindo eucariontes unicelulares e procariontes, como as bactérias, fungos e vírus. Atualmente, a maioria dos trabalhos em microbiologia é feita com métodos de bioquímica e genética.






sexta-feira, 15 de abril de 2016

A Genética em Cordel

Autores: Igor Gomes e Cassiano Teixeira

Olá queridos leitores, da genética iremos falar 
Disciplina importante que você deve conhecer 
Um conteúdo complicado que iremos entender 
Muita gente não se interessa, mas devia procurar 
Presente no nosso cotidiano para a nossa vida facilitar 

A historia da genética é o ponto de partida 
Seus princípios foram estabelecidos de 1865 à 1900 
Mendel contribuiu bastante para seu crescimento 
Seus estudos tomaram conta de sua vida 
Tornando a genética uma ciência conhecida 

Ciência que estuda a hereditariedade 
Um assunto um pouco complexo 
Que pode te deixar perplexo 
Informações gênicas passadas para dar continuidade 
Para que nos filhos não possa haver contrariedade 

Mendel escolheu a ervilha como base de seus experimentos 
De fácil reprodução de uma grande acessibilidade 
Cultivada e cruzada gerando diversidade 
Analisando com muita atenção para montar seus argumentos 
E Mendel começou a obter resultado de seus experimentos 

A 1° lei de Mendel é bastante intrigante 
As características expressavam variações opostas 
Textura, tamanho e cor eram suas respostas 
Que podiam ser distinguidas, com um caráter predominante 
A missão era observar as características recessivas ou dominantes 

A 2° lei de Mendel é um pouco diferente 
Segregação independente foi como ele chamou 
Dois pares de fatores responsáveis ele identificou 
Os pares de fatores agiam independentemente 
E para isso acontecer eles agiam separadamente 

A genética também auxilia pra melhoria da vida 
Identificando cromossomos modificados 
Mutações estruturais decorrentes de genes quebrados 
Deleção, translocação, inversão e duplicação são elas 
Ou podendo ser combinada com mutações numéricas 

Mutações numéricas já é outro sistema 
Chamada de Aneuploidia causando anomalias 
Ocasionando síndromes que você nunca imaginaria 
Até aqui já falamos muito desse tema 
Estude mais um pouco para entender esses problemas.

quinta-feira, 31 de março de 2016

Jogo Didático - Genética da Memória

Olá caros Leitores!
 
Este vídeo foi produzido pelos alunos do curso de Licenciatura em Ciências Biológicas - UECE, com o objetivo de apresentar novas metodologias para auxiliar o ensino aprendizagem em sala de aula. O vídeo se trata de um jogo (jogo da memória) que foi feito com materiais recicláveis sobre os conceitos da 1° e 2° Lei de Mendel, conteúdo que a aborda a genética no 3° ano de ensino médio.



quarta-feira, 16 de março de 2016

Esquistossomose

Olá  galera, olha só essa história em quadrinhos sobre uma doença causada por um platelminto!


segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Novas Publicações!

Olá galera! Tudo bem com vocês?

Passando pra avisar que o #Biologia em foco voltará com suas publicações acerca dessa ciência incrível que esta ao nosso redor. Em breve, novas postagens, videos, mapas conceituais e podcasts sobre as diversas áreas que norteiam as Ciências Biológicas. Nosso objetivo é apresentar ferramentas que auxiliem o leitor a compreender de forma satisfatória o conteúdo de uma forma simples, agradável e divertida!

Saudações Biológicas!
Equipe do #BiologiaemFoco

terça-feira, 17 de março de 2015

Desenvolvimento da autoestima, do autoconceito e da identidade do adolescente.

          O autoconceito pode ser definido como a percepção que o indivíduo tem de si próprio e o conceito que, devido a isso, forma de si. É um constructo que ajuda a compreender aspectos importantes do comportamento humano, como a uniformidade, a consciência e a coerência da conduta observável, a noção de identidade e a manutenção de certos estereótipos de ação na continuidade do tempo. O autoconceito pode ser classificado em diversos tipos, como acadêmico, emocional, social ou físico. Cada qual liga se a aspectos diferentes do comportamento humano. Entre os constituintes intrínsecos do autoconceito realça-se a autoestima. Esta deriva dos processos de avaliação que o indivíduo faz das suas qualidades, desempenhos ou virtudes. Ocupa, por isso, um lugar proeminente na compreensão e na explicação dos transtornos emocionais. O mesmo desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos, particularmente na prática clínica. (SERRA, 1986). 
          De uma forma simplificada, podemos dizer que autoestima é a percepção de valor que o indivíduo confere a si mesmo. Assim, a autoestima pode sofrer interferência de diversos fatores (internos e externos) da vida da pessoa. Como na adolescência o indivíduo passa por diversas transformações corporais e psicológicas, nesta fase, é muito frequente que a autoestima seja abalada. Na puberdade, as alterações hormonais provocam diversas mudanças corporais. Na menina ocorre o desenvolvimento dos seios, o aumento de depósito de gordura nos quadris, o e o início dos ciclos menstruais. Nos meninos ocorre o aumento de pelos no corpo, a mudança na voz, o aparecimento de barba e bigode e o aumento de massa muscular. Nesta fase, o aparecimento de acne (espinhas) também é muito comum.
          Essas transformações corporais provocadas pela ação hormonal na puberdade podem fazer com que o adolescente apresente certa dificuldade em reconhecer seu próprio corpo. Algumas inseguranças com relação à sua imagem podem contribuir para abalar a sua autoestima. Nesta construção de sua identidade, o adolescente procura no grupo o apoio necessário para se sentir mais seguro. A aprovação do grupo e da família é muito importante para estabelecer uma boa autoestima. 
          Os pais, sempre que possível devem procurar elogiar as boas atitudes dos seus filhos. As críticas devem ser realizadas com cautela (e jamais na frente de outras pessoas), para que o adolescente não se sinta humilhado. É interessante também que a família não subestime os medos e inseguranças do adolescente, e que legitime seus sentimentos. Entretanto, os limites devem ser bem estabelecidos, para que ele se sinta cuidado e amado. Nesta fase de transformações e conflitos, uma autoestima elevada pode contribuir para que o adolescente se sinta mais seguro, mais capaz de enfrentar desafios e mais consciente do seu valor. Assim, o adolescente se sentirá mais motivado a construir sua identidade de forma saudável e a conquistar seu espaço na vida.
          A adolescência é um período muito importante na formação do homem. A puberdade é uma fase onde ocorrem as transformações físicas nos jovens. É notório dizer que adolescência é diferente de puberdade, pois a primeira respectivamente é criada em meio ao contexto cultural onde o individuo vive e tem contato. A segunda é um fator universal (não importa onde você esteja sempre acontece) que faz mudanças internas e externas. A autoestima se encaixa neste contexto, o jovem deve desenvolvê-la com a ajuda dos pais, professores enfim, toda a sociedade, ela esta inteiramente ligada ao autoconceito que apresenta grande importância para toda a vida. A identidade humana é criada desta forma, através do conceito que se tem de si mesmo gerada pela autoestima na adolescência. Aquilo que você aprende geralmente é aquilo que você teve ou estar tendo contato e tenta fazer igual. 
          Isso ocorre porque a imagem simbólica que ele tem do corpo ainda é carregada de referências infantis que entram em contradição com os desejos e a potência sexual recém-descoberta. É como se o psiquismo do jovem tivesse dificuldade para acompanhar tantas novidades. Por causa disso, podem surgir dificuldades de higiene, como a de jovens que não tomam banho porque gostam de sentir o cheiro do próprio suor (que se transformou com a ação da testosterona) e a de outros que veem numa parte do corpo a raiz de todos os seus problemas (seios que não crescem pés muito grandes, nariz torto etc.) (MARTINS, 2014).
          Face ao exposto, percebemos a importância da autoestima e do autoconceito na formação e desenvolvimento da identidade seja do jovem ou adolescente. Todos os indivíduos humanos devem ter uma boa concepção ou um bom conceito de si mesmo. A sociedade muitas vezes causa traumas nesta fase, ocasionando a quebra da autoestima modificando o autoconceito de pessoa que esta sendo atingida. O autoconceito desempenha, assim, um papel significativo em diversos contextos, particularmente na prática clínica. Encontra-se intimamente relacionado não só com outros conceitos psicológicos relevantes, mas na criação da personalidade e caráter humano.

Referências Bibliográficas

SERRA, A. (1986) - A importância do autoconceito, Psiquiatria Clínica, 7 (2): 57-66. Disponível em: http://repositorio.ispa.pt/handle/10400.12/2204 Acesso em: 09 de março de 2015. 

Instituto Adolescer, Psicoterapia para Adolescentes e famílias, Autoestima na Adolescência Disponível e: http://www.institutoadolescer.com.br/artigos/autoestimana-adolescencia/ Acesso em: 09 de março de 2015. 

MARTINS, Ana Rita. A busca da identidade na adolescência. 2014. Nova Escola. Disponível em: . Acesso em: 09 mar. 2015

Os objetivos da política urbana na criação de cidades sustentáveis brasileiras

          As cidades sustentáveis são aquelas que adotam uma série de práticas eficientes voltadas para a melhoria da qualidade de vida da população, desenvolvimento econômico e preservação do meio ambiente. Geralmente são cidades muito bem planejadas e administradas. Atualmente existem várias cidades no Brasil e no mundo que já adotam práticas sustentáveis. Embora não podemos encontrar uma cidade que seja 100% sustentável, várias delas já praticam ações sustentáveis em diversas áreas. O processo de urbanização verificado nos países em desenvolvimento, principalmente na última metade do século passado, resultou em grandes concentrações populacionais em um número reduzido de cidades, tornando explícito o conflito existente entre as pessoas de diferentes níveis de renda pela apropriação e o uso de espaços públicos. O aumento da motorização da população, traduzido na ampliação da frota de automóveis e motos resulta em uma crise que diariamente é ilustrada pelos congestionamentos e na disputa pelo uso da rua entre os vários modos de transporte, motorizados ou não, seja para a promoção da acessibilidade das pessoas ou para o transporte e distribuição de mercadorias e a prestação de serviços (BOARETO, 2008). 
          O Brasil ainda precisa desenvolver muito sua parte ambiental, existem muitas cidades que não tem um planejamento sustentável. Outras já encontram se bem desenvolvidas (como é o caso de Curitiba). É preciso executar alguns pontos descritos na constituição em relação ao desenvolvimento sustentável nas cidades brasileiras. Os objetivos descritos na Lei. 10.257 são pertinentes à garantia do direito a cidades sustentáveis, entendido como o direito à terra urbana, à moradia, ao saneamento ambiental, à infraestrutura urbana, ao transporte e aos serviços públicos, ao trabalho e ao lazer, para os presentes e futuras gerações, gestão democrática por meio da participação da população e de associações representativas dos vários segmentos da comunidade na formulação, execução e acompanhamento de planos, programas e projetos de desenvolvimento urbano; cooperação entre os governos, a iniciativa privada e os demais setores da sociedade no processo de urbanização, em atendimento ao interesse social, planejamento do desenvolvimento das cidades da distribuição espacial da população e das atividades econômicas do Município e do território sob sua área de influência, de modo a evitar e corrigir as distorções do crescimento urbano e seus efeitos negativos sobre o meio ambiente, oferta de equipamentos urbanos e comunitários, transporte e serviços públicos adequados aos interesses e necessidades da população e às características locais, ordenação e controle do uso do solo, de forma a evitar a utilização inadequada dos imóveis urbanos, a proximidade de usos incompatíveis ou inconvenientes, o parcelamento do solo, a edificação ou o uso excessivos ou inadequados em relação à infraestrutura urbana, a instalação de empreendimentos ou atividades que possam funcionar como polos geradores de tráfego, sem a previsão da infraestrutura correspondente, a retenção especulativa de imóvel urbano, que resulte na sua subutilização ou não utilização, a deterioração das áreas urbanizadas e a poluição e a degradação ambiental. Curitiba é um modelo de cidade sustentável para o Brasil e o mundo, se destacando principalmente no desenvolvimento sustentável. 
          Desde a década de 1970, a capital do Paraná tem vias exclusivas para ônibus articulados e biarticulados e uma inteligente rede integrada de transportes. De 1990 até hoje, o foco principal do planejamento da cidade foi o desenvolvimento sustentável e a integração de toda a Região Metropolitana de Curitiba. O ponto mais original da estratégia é a otimização e a integração da eficiência e produtividade dos transportes, ocupação do solo e desenvolvimento da habitação. O resultado da estratégia é que a cidade se tornou uma vitrine de urbanismo ecológico e humano, com melhorias contínuas em todos os aspectos do município. Além dessas, existem outras importantes ações que fazem de Curitiba um exemplo de planejamento orientado pela sustentabilidade no Brasil. Desde 1989, a cidade possui um programa de reciclagem atualmente reconhecido. Os moradores da cidade separam os materiais, os quais são coletados na cidade três vezes por semana. Desde 2009, a Secretaria Municipal do Meio Ambiente tem conduzido um estudo sobre o nível de absorção de CO2 obtido pelas áreas verdes, assim como avaliado o total de emissões de CO2 da cidade, como parte de um plano local para o controle das emissões. 
          As cidades brasileiras devem seguir estes objetivos para se tornarem municípios independentes e sustentáveis. É notório dizer que ainda estamos longe de fazer desta nação um território modelo para outros países, porém nada que o tempo e a sociedade não possam decidir. Muitos municípios se preocupam com alguns problemas enfrentados frequentemente pela sociedade atual, como as enchentes causadas pelo acumulo incorreto do lixo nas grandes metrópoles, a escassez de água, poluição dos rios levando doenças aos residentes, uso de agentes químicos em vegetais além do consumo desenfreado e a não utilização das técnicas de reciclagem. A vida do planeta não depende exclusivamente da educação mas sim dos governantes e da população. 

Referências Bibliográficas 

BOARETO, Renato. A política de mobilidade urbana e a construção de cidades sustentáveis1: MOBILIDADE E MEIO AMBIENTE. 2008. Revista dos Transportes Públicos - ANTP - Ano 30/31. Disponível em: . Acesso em: 17 fev. 2015. LEI No 10.257, DE 10 DE JULHO DE 2001. Disponível em: http://www.planalto. gov.br/ccivil_03/leis/leis_2001/l10257.htm Acesso em 17 de fev. 2015. 

Sua Pesquisa, Cidades Sustentáveis, Definições, Disponível em: http://www.suapes quisa.com/ecologiasaude/cidades_sustentaveis.htm Acesso em 17 de fev. 2015. Programas Cidades 

Sustentáveis, Planejamento Urbano Orientado pela Sustentabilidade, Curitiba, Disponível em: http://www.cidadessustentaveis.org.br/ boas-pr%C3%A1ticas/planejamento-urbano-orientado-pela-sustentabilidade Acesso em: 18 de Fev. 2015.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Tecnologia e Educação, Objetos de Aprendizagem.

            Os professores têm encontrado em suas salas de aulas, alunos cada vez mais familiarizados com recursos de comunicação digital. Isto se dá pelo crescimento exponencial do acesso aos computadores e à internet. São diversos os recursos de comunicação digital acessados diariamente pelos jovens, como por exemplo: histórias em quadrinhos, desenhos animados, vídeos, imagens, figuras, gráficos, áudios, apresentações multimídia, jogos, entre outros. Já que os recursos de comunicação digital são muito atrativos para os jovens, que passam horas de seus momentos de lazer em frente ao computador, porque não utilizar tais recursos para fins educacionais?
            O desenvolvimento de recursos de comunicação digital personalizados para fins educacionais, no momento atual, ainda necessita de pessoas especializadas, e, por esse motivo, torna-se financeiramente inviável para a maioria das instituições. Portanto, quanto mais esses recursos puderem ser reaproveitados em diferentes contextos, por diferentes professores em séries e disciplinas diferentes, o seu custo de desenvolvimento diminui progressivamente. Para que isso seja possível, existe uma padronização que aumenta a probabilidade de reutilização de tais recursos, a partir de uma estrutura em blocos.
            Qualquer recurso, suplementar ao processo de aprendizagem, que pode ser reusado para apoiar a aprendizagem. O termo objeto educacional (learning object) geralmente aplica-se a materiais educacionais projetados e construídos em pequenos conjuntos com vista a maximizar as situações de aprendizagem onde o recurso pode ser utilizado. [...] A idéia básica é a de que os objetos sejam blocos com os quais será construído o contexto de aprendizagem. (TAROUCO, 2003)
            E de acordo com Wiley, qualquer recurso digital que possa ser reutilizado para suporte ao ensino. A principal idéia dos objetos de aprendizagem é quebrar o conteúdo em pequenos pedaços que possam ser reutilizados em diferentes ambientes de aprendizagem, em um espírito de programação orientada a objetos. (WILEY, 1999)
            Um dos grandes problemas enfrentados nas instituições de ensino é que os recursos pedagógicos produzidos internamente ou adquiridos não ficam centralizados em um único lugar, dificultando seu acesso pelos membros da instituição. Muitas vezes, a escola possui materiais muito interessantes e os professores nem sabem de sua existência.
            Os repositórios de recursos digitais aparecem justamente para fazer a integração de todos esses recursos disponíveis na instituição. Eles são grandes bases de dados disponíveis na internet e que, por meio de um sistema de busca, permitem aos professores e alunos acessarem rapidamente os materiais de que precisam. Um grande ganho para a educação seria a existência de uma rede que ligasse todos os repositórios de objetos existentes no mundo e que eles fossem de livre acesso e uso por qualquer pessoa.
            Os objetos de aprendizagem devem ser reutilizados, isto é, todo objeto deve ser desenvolvido com a clareza de que deve possuir todos os requisitos para que possa ser reutilizado em uma situação diferente, por docentes diferentes. Outra característica muito importante do objeto é a acessibilidade. Isto quer dizer que existe uma facilidade em acessar o objeto, pois ele fica disponível em rede. Por esse motivo, não existem barreiras de tempo e espaço para ter acesso a ele.

            A próxima característica de um objeto de aprendizagem é a interoperabilidade, ou seja, pode ser utilizado em plataformas diferentes, sem o risco de não funcionar em alguma delas por problemas de incompatibilidade. E por último, mas não menos importante, a durabilidade de um objeto de aprendizagem, pois quando não há limitação  de plataforma,  por utilizar um padrão neutro, e  quando ocorrem mudanças nos sistemas tecnológicos  na  instituição,  os  objetos  não  necessitam de reprogramação, pois se adaptam a qualquer plataforma.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

A importância da diversificação dos métodos de ensino em Biologia

            A disciplina de Biologia, campo das ciências naturais, que estuda o comportamento dos organismos, seja de forma individual ou em seu coletivo, de acordo com os níveis de organização, tem como foco principal o estudo de cada espécie, animal ou vegetal, observada como um agente ativo e passivo integrante do meio ambiente. Nesse sentido, a compreensão da biologia como estudo da vida, nos revela a essência de um equilíbrio envolvendo os padrões do funcionamento orgânico, (considerando a diversidade das espécies) e os fatores puramente físico-químicos. Esse último, regendo os mecanismos de existência, manutenção e propagação dos seres vivos, cada um, inserido no tempo e no espaço específico.
            Assim, o entendimento dos princípios biológicos pode ajudar a lidar de forma mais relacionada, à abrangência das relações harmônicas e desarmônicas quando em conjunto com o meio biótico e abiótico. Dessa forma, a visão de ciência transmitida aos níveis de ensino: fundamental e médio necessita explorar os conteúdos de forma mais didática possível, aproximando os conteúdos à realidade dos alunos. Assuntos que envolvem aspectos em escala microscópica, por exemplo, o estudo molecular do material hereditário (o DNA) e até mesmo a importância de seres tão pequenos como as bactérias, devem ser explicadas atendendo a ótica minuciosa da matéria, tornando-se visíveis a todas as formas de percepção por parte do educando. O educador, mesmo contra o tempo, carência de recursos e demais condições em oposição, precisa de forma criativa trabalhar com mais ênfase a ciência (FONSECA, 2014).
            A diversificação dos métodos no ensino da biologia se torna bastante importante, pois o professor tem o objetivo de fazer com que os alunos tenham a curiosidade de saber mais sobre o conteúdo visto em uma aula expositiva. Os métodos são como estratégias utilizadas pelos docentes para tornar os encontros mais dinâmicos. Os discentes devem conhecimento sobre o conteúdo, e não decora-lo para fazer uma prova. O sistema de educação muitas vezes não oferece a todas as escolas uma boa infraestrutura, equipamentos ou ate mesmo um suporte para que o professor possa utilizar como beneficio tornando suas aulas mais atrativas aos olhos dos alunos.
            Pode-se dizer que a assimilação dos conceitos científicos se baseia igualmente nos conceitos elaborados no processo da própria experiência da criança, como no estudo de uma língua estrangeira se baseia na semântica da língua materna (...); de igual maneira, a assimilação do sistema de conhecimentos científicos também não é possível senão através dessa relação imediata com o mundo dos objetos, senão através de outros conceitos anteriormente elaborados (VIGOTSKY, 2000, p. 269).
            De acordo com Vigotsky (2000), pode-se observa a importância dos métodos biológicos, pois os conceitos científicos não são assimilados, nem decorados, nem memorizados, eles surgem e se constituem por meio de uma imensa tensão de toda a atividade do próprio pensamento. Por isso, é possível dizer que os conceitos científicos se tornam diferentes a parti da experiência individual de cada aluno.
            A experiência como docente permite afirmar que os estudantes têm formas diferentes de se relacionar com o estudo dos conteúdos. Há os que se preocupam apenas com os resultados de seus estudos traduzidos pelas notas ou conceitos. Estes se relacionam de forma superficial com os conteúdos. Há também, os que buscam esclarecimentos profundos com o estudo e passam a analisá-lo para atingir uma visão ampla do conhecimento. De acordo com o exposto, Krasilchik (2005, p.12), descreve quatro níveis de alfabetização biológica, Em primeiro temos a nominal que é quando o estudante reconhece os termos, mas não sabe seu significado biológico.
            Em segundo temos a Funcional, quando os termos memorizados são definidos corretamente, sem que os estudantes compreendam seu significado. A estrutural ocupa o terceiro lugar que é quando os estudantes são capazes de explicar adequadamente, em suas próprias palavras e baseando-se em experiências pessoais, os conceitos biológicos. E por fim a multidimensional - quando os estudantes aplicam o conhecimento e habilidades adquiridas, relacionando-as com o conhecimento de outras áreas, para resolver problemas reais (ROSSASI et al, 2012).
            Existem várias formas e metodologias que o professor pode utilizar em suas aulas. Neste contexto, e de acordo com as necessidades e exigências da prática docente, dependendo das condições da escola e do interesse de seus alunos, o docente selecionará a modalidade didática mais adequada para aquela situação/conteúdo. Entende-se que o processo ensino-aprendizagem é dinâmico e coletivo exigindo por isso, parcerias entre professor e o aluno e aluno e aluno. Para estabelecer estas relações dialógicas, o professor poderá optar por várias modalidades didáticas que permitem esse tipo de interação.
            As aulas expositivas é um método muito importante, porem exige do aluno muita calma e concentração, poucos conseguem absorver o conteúdo com esta metodologia. Segundo Krasilchik (2005), Os professores não estabelecem relações causais. Apresentam fatos sem justificá-los e sem explicar como se chegou a eles, o que afasta ainda mais a modalidade didática do objetivo de ensinar a pensar lógica e criticamente. Centralizar a aula num problema é uma das formas de intensificar a participação intelectual dos alunos, que acompanham as alternativas de solução propostas pelo expositor (KRASILCHIK, 2005, p. 80). O docente deve utilizar este método não deixando de lado outros que existe para tornar a aula mais dinâmica.
            As discursões em sala de aula devem ser utilizadas pelo docente, com o objetivo de alertar, discutir, questionar um tema proposto pelo mediador da discursão, o professor. Torres fez a seguinte afirmação: Uma das ideias centrais que elas encerram é a de que o conhecimento é construído socialmente, na interação entre pessoas e não pela transferência do professor para o aluno. Portanto rejeitam fortemente a metodologia de reprodução do conhecimento, que coloca o aluno como sujeito passivo no processo de ensino-aprendizagem. (TORRES et al, 2007, p.65).
            As aulas práticas são de grande importância na compreensão de conteúdos como na citologia onde os alunos estudam os componentes que fazem parte de uma célula, como a membrana plasmática e suas organelas. O professor pode utilizar esta metodologia para apresentar os alunos uma serie de imagens vistas em microscópio, seja em um laboratório ou em campo, a biologia esta presente em todos os lugares, é dever do docente utilizar as aulas praticas para auxiliar para se ter conhecimento. As escolas possuem tecnologias, algumas simples outras um pouco mais complexas.  As mídias também são de extrema importância para o aprendizado dos alunos, pois a educação utiliza a tecnologia para passar conhecimento, seja através de um vídeo, áudio ou ate mesmo a própria internet.
            Portanto as metodologias de ensino é uma forma de deixar as aulas interativas e mais dinâmicas, face ao exposto percebemos que o professor pode utilizar vários métodos pra aprofundar o conhecimento dos alunos através de conceitos e técnicas citadas acima. A biologia é uma ciência rica, e deve ser explorada de forma minuciosa, atraindo o público e despertando a curiosidade. A educação busca orientar e formar profissionais que tenham esse perfil de se adequar as necessidades dos alunos e a escola onde o mesmo trabalha. É lamentável que algumas escolas não ofereçam um laboratório equipado ou até mesmo equipamentos de mídia para auxiliar no aprendizado dos discentes. Mas o professor de biologia deve quebrar paradigmas impostos pelo sistema, e diversificar os métodos no ensino da biologia, dando assim um suporte maior aos alunos, com o objetivo de deixar as aulas, mas divertidas, e que os educandos possam aprender de forma dinâmica e compreensível.
Referências Bibliográficas:

FONSECA, Krukemberghe. Estratégias de Ensino: Biologia. Disponível em: <http://educador.brasilescola.com/estrategias-ensino/biologia.htm>. Acesso em: 07 dez. 2014.
VIGOTSKY, L. S. A construção do pensamento e da linguagem. Tradução:
Paulo Bezerra. - São Paulo: Martins Fontes, 2000, p. 269.
ROSSASI, Lucilei Bodaneze; POLINARSKI, Celso Aparecido. Reflexões sobre metodologias para o ensino de biologia: uma perspectiva a partir da pratica docente. 2012. Disponível em: <http://www.diaadiaeducacao.pr.gov.br/portals/pde/arquivos/491-4.pdf>. Acesso em: 08 dez. 2014.
KRASILCHIK, M. Práticas de Ensino de Biologia. 4ª ed. ver. e amp.,1ª reimp.
- São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2005.
TORRES, P. L. e MARRIOTT, R. de C. V. Mapas Conceituais. In TORRES, P.
L. (Org.). Algumas vias para Entretecer o Pensar e o Agir. Curitiba: SENARPR,

2007.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Ligações Químicas

            Todas as substâncias são feitas de matéria, e a unidade fundamental da matéria é o átomo, que constitui a menor partícula de um elemento. O átomo é composto de um núcleo central contendo prótons (carga positiva), nêutrons (sem carga) e os elétrons (carga negativa) que ficam em torno do núcleo, em diferentes trajetórias imaginárias chamadas de orbitais. O elemento é uma substância feita de átomos de um tipo. Existem cerca de 82 elementos que encontramos naturalmente, e cerca de outros 31 elementos criados artificialmente em laboratórios de pesquisa. Uma molécula é formada quando átomos do mesmo tipo ou diferentes elementos se combinam. A molécula é a menor partícula de uma substância que pode normalmente existir de maneira independente.
            O último modelo atômico que ganhou espaço na química e física moderna, foi o do físico dinamarquês Niels Bohr (1885-1962), que propôs a estrutura do átomo com as suas partículas, que lembram o Sistema Solar. Segundo Niels, no átomo tem-se o núcleo, onde fica os prótons e os nêutrons (como se fossem o Sol), a eletrosfera onde ficam os elétrons (como se fosse os Planetas) que teria sete camadas. (BOHR, 1913)
Mas observou-se que era preciso algo para unir os átomos e em seguida criar moléculas, que dariam forma e existência aos elementos encontrados na natureza. Pois através desta observação foram descritas as ligações químicas com o objetivo de explicar como ocorre a junção destas partículas tão pequenas.
            As ligações químicas entre dois átomos se estabelecem quando a força de união entre eles é suficiente para dar origem a um agregado estável, que pode ser considerado como espécie molecular independente. Apenas os gases nobres ou inertes (hélio, argônio, neônio, criptônio e xenônio) e os metais em estado gasoso apresentam estrutura interna configurada por átomos isolados. A quantidade de ligações que o átomo de um elemento pode efetuar simultaneamente expressa sua capacidade de se combinar, também chamada valência (LEWIS, 1916). Cada elemento apresenta, normalmente, um número fixo e limitado de valências.
            Basicamente, duas forças de naturezas distintas atuam no interior da matéria: são as forças intermoleculares, isto é, entre moléculas, e as forças intramoleculares, que agem no interior dessas moléculas, entre dois ou mais átomos. As forças intermoleculares podem ser descritas, sucintamente, como Pontes de Hidrogênio ou Forças de Van der Waals. As forças intramoleculares são as famosas ligações químicas, que podem ser do tipo iônico, covalente ou metálico.
            O propósito deste texto é abordar os aspectos referentes às ligações químicas. Ainda hoje as forças que atuam entre átomos representam um dos aspectos mais intrigantes de todo o estudo da química. Destas forças, as mais fortes são as ligações químicas, responsáveis pela união estável de átomos, resultando na formação de moléculas, sendo estas as bases constituintes de toda matéria que conhecemos. Essas ligações representam interações entre dois ou mais átomos, interações essas que podem ocorrer por doação de elétrons, compartilhamento de elétrons ou ainda deslocamento de elétrons (PAULING, 1954). Cada um desses processos é caracterizado por uma denominação de ligação química.
            De modo geral, como fora mencionado, pode ocorrer à doação e o recebimento de elétrons entre dois átomos, caracterizando uma ligação denominada de ligação iônica. Nessa ligação, predominam as forças eletrostáticas que atraem os íons de cargas opostas. Esta ligação é a responsável pela formação de compostos iônicos, e ocorre entre um átomo metálico e um átomo não metálico, com doação de elétrons por parte do primeiro e recebimento de elétrons por parte do segundo. A ligação iônica ocorre quando um elemento metálico reage com um a metálico. Os metais doam seus elétrons de última camada, esse serão recebido pelos ametais.
            Metais que possuem um, dois, ou três elétrons na última camada se ligam com ametais que possuem cinco, seis ou sete elétrons. Para formar a ligação iônica é necessário que um dos átomos possua uma tendência de ceder elétrons, enquanto outro tenha a tendência de receber elétrons. Os átomos com tendência a ceder elétrons são os metais das famílias IA, IIA, IIIA, e os átomos que recebem elétrons são os ametais que apresentam quatro, cinco, seis e sete elétrons na camada de valência. Os sais e outros grupos de minerais possuem íons que formam compostos iônicos e, consequentemente, substâncias iônicas. Um exemplo é a formação do sal de cozinha (cloreto de sódio) a partir de átomos de sódio (Na) e de cloro (Cl) é o que mais representa uma ligação iônica. O átomo de sódio consegue a estabilidade eletrônica quando perde um elétron, originando o íon Na+. O átomo de cloro atinge a estabilidade quando recebe um elétron, originando o íon Cl-. Os compostos constituídos pelos íons (Na+ e Cl-) são designados compostos iônicos, por serem eletronicamente estáveis, ou seja, ocorre uma interação eletrostática entre eles (cargas com sinal contrário se atraem). Quando se combinam dois átomos que possuem uma mesma tendência de ganhar e perder elétrons, ocorre então a formação de uma ligação covalente. Sob essas condições, não ocorre uma transferência total de elétrons.
            A ligação covalente, sempre entre dois átomos não metálicos, forma os compostos de natureza molecular, de modo a constituir uma molécula de natureza polar (ligação entre dois átomos diferentes) ou apolar (entre dois átomos iguais). Segundo a teoria ou regra do octeto, os átomos dos elementos ficam estáveis quando atingem a configuração eletrônica de um gás nobre, ou seja, quando eles possuem oito elétrons em sua camada de valência (camada mais externa) ou dois elétrons no caso de possuírem somente a camada eletrônica K (LEWIS, 1916).
            Assim, seguindo essa regra, os átomos dos elementos mencionados possuem a tendência de ganhar elétrons para alcançarem a estabilidade. O hidrogênio no estado fundamental possui somente um elétron na sua camada eletrônica; assim, para ficar estável, ele precisar receber mais um elétron de outro átomo. Com base nisso, consideremos agora a molécula de dióxido de carbono (CO2). O carbono, que pertence à família 14, possui quatro elétrons na última camada, e precisa fazer quatro ligações covalentes para ficar estável. O oxigênio é da família 16, possui seis elétrons na camada de valência e precisa realizar duas ligações. Desse modo, o carbono compartilha dois pares de elétrons ou faz duas ligações duplas com cada átomo de oxigênio.
            A ligação metálica traz um processo distinto. Os elétrons distribuem-se sobre núcleos positivos de átomos metálicos, formando uma nuvem eletrônica sobre toda estrutura da matéria formada, sendo esta a responsável pelas propriedades metálicas da matéria constituída. As propriedades de uma ligação são diferentes das propriedades dos seus elementos constituintes. Observou se que o ouro (Au) na forma como é encontrado na natureza não fabrica nenhum objeto consistente, pois ele é mais maleável que a grande maioria dos metais. Mas quando é adicionado à prata (Ag) e o cobre (Cu) formará uma ligação metálica, aumentando a dureza e permitindo sua utilização para fabricar joias, como anéis, pulseiras e relógios. A obturação dental também utiliza ligação metálica, a amálgama dental, que tem liga de mercúrio prata e estanho.
            Para fabricar materiais que tenham maior resistência ao manuseio, é preciso recorrer à ligação entre os metais. O aço, por exemplo, é formado por ferro (Fe) e carbono (C). Essa ligação fica tão resistente que é usada na fabricação de peças metálicas que sofrem tração elevada. Aumentando assim a resistência mecânica. O aço cirúrgico é usado para a obtenção de instrumentos cirúrgicos, por apresentar alta resistência à oxidação.


Referências:

PERUZZO, Francisco Miragaia (Tito); CANTO, Eduardo Leite; Química na Abordagem do Cotidiano, Ed. Moderna, vol.1, São Paulo/SP- 1998.

SARDELLA, Antônio; MATEUS, Edegar; Curso de Química: química geral, Ed. Ática, São Paulo/SP – 1995.


Mundo Educação, Ligações Químicas. Disponível em: http://www.mundoeducacao.com/quimica/ligacoes-quimicas.htm > Acesso em 27 de out. de 2014.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Genoma Mitocondrial e Nuclear

          Genoma é um código genético, que possui toda a informação hereditária de um ser e é codificada no DNA. É o conjunto de todos os diferentes genes que se encontram em cada núcleo de uma determinada espécie. Na dotação cromossômica haploide, um núcleo possui só um genoma. O termo foi criado em 1920, por Hans Winkler, um professor da  Universidade de Hamburgo. O gene humano dispõe das informações básicas e necessárias para o desenvolvimento físico de um ser humano, e é formado pela sequência de 23 pares de cromossomos. O genoma é a soma de genes que define como vai se desenvolver e funcionar um ser vivente, é transmitido de geração em geração e determina a espécie do ser vivo. No material encontram-se gravadas características hereditárias encarregadas de dirigir o desenvolvimento biológico de cada indivíduo. As doenças hereditárias também estão escritas no genoma. Todos os seres vivos, desde os maiores, como o elefante, até os minúsculos, como as bactérias, têm uma sequência genética.
            A diferença entre o genoma mitocondrial e o nuclear são suas respectivas estruturas. Os genes do núcleo da célula possuem longas fitas, formadas por dupla hélice e que codificam cerca de 100.000 genes. O genoma da mitocôndria (mtDNA) representa 1 a 2% do DNA celular, em duplo filamento circular, codificando apenas 37 genes. Acredita-se na hipótese endossimbiótica, devido a existência do mtDNA. Esta teoria sugere que o surgimento das células eucarióticas se deu com o englobamento das células procarióticas sem ocorrer à digestão, e estas duas desenvolveram uma relação simbiótica.
            Não possui diferença na sua composição química, em relação ao DNA nuclear, mas possui um código genético apenas seu. Tem genoma haploide, por ser apenas de origem materna, não havendo recombinação, pois se acredita que as mitocôndrias dos espermatozoides são destruídas pelo gameta feminino (óvulo) após a fecundação. Existe uma região não codificada que, aparentemente, controla a replicação e transcrição do mtDNA. Quando comparada com o genoma nuclear, possui uma alta taxa evolutiva. Sendo assim, tem sido muito usado em estudos evolutivos para a investigação de linhagens antigas.
            As doenças mitocondriais ocorrem quando há uma mudança, mutação ou a falta de algum gene. Quando há falta ou transformação de um cromossomo, ocorre um tipo de anomalia no individuo. O genoma nuclear contém informações do pai e da mãe, mas o genoma mitocondrial apresenta informações só da mãe. Outra característica das doenças mitocondriais é o fato de que essas organelas presumiram do óvulo que tem suas origens maternas. O papel das mitocôndrias se relaciona com a liberação de energia indispensável para o trabalho celular. Para o seu funcionamento, utiliza se oxigênio e substâncias orgânicas, que lhe serve de combustível. As moléculas de açucares, por exemplo, são oxidadas e liberam energia. A esse processo chamamos de respiração celular.
            A mitocôndria pode ser sede de diversas patologias. As anomalias podem ser estruturais ou simplesmente funcionais. Algumas das anomalias são genéticas, enquanto outras são secundárias. As anomalias com herança genética são passadas de mãe para filho, afetando ambos os sexos igualmente. Os efeitos sistêmicos mais notáveis são os neurodegenerativos, musculares (principalmente fraqueza) ou decorrentes de disfunções metabólicas por excesso de ácido láctico.
            Portanto, a presença de material genético na mitocôndria fez emergir teorias sobre sua origem. Muitos biólogos argumentam que a mitocôndria um dia teria sido um organismo bacteriano fagocitado por uma célula eucariota, passando a partir daí a viver em simbiose com seu hospedeiro. Seja qual for sua origem, sua função é vital para a célula, sem a qual há morte celular e morte da própria mitocôndria. Sendo assim, as mitocôndrias foram selecionadas como entidades com baixo índice de mutações. Geneticistas aproveitam essas propriedades para examinar, através do DNA mitocondrial, as relações de parentesco entre os grandes grupos de seres vivos. Tendo-se como função a liberação de energia, a mitocôndria se faz excessivamente presente em células do sistema nervoso e no coração, uma vez que estes apresentam uma demanda maior de energia.
            Pode se concluir que o entendimento do funcionamento do genoma mitocondrial e nuclear aumentou consideravelmente, auxiliando a compreensão de inúmeras doenças aparentemente tão distintas, unificando-as sob um prisma genético e fisiopatológico comum. Apesar de, até o momento, não existir tratamento específico efetivo para as doenças mitocondriais, seu entendimento genotípico tem sido de fundamental importância para podermos avaliar o prognóstico. O sequenciamento do DNA humano, bem como o desenvolvimento de modelos experimentais para as doenças mitocondriais, permite prever que um grande avanço nas pesquisas da fisiopatologia dessas anomalias ocorrerá nos próximos anos.


REFERÊNCIAS:
 NASSEH. Ibrahim E, TENGAN. Célia H, KIYOMOTO.Beatriz H, GABBAI. Alberto Alain. Doenças Mitocondriais, Unifesp, São Paulo, p. 09.

Portal São Francisco, Mitocôndrias, Disponível em:http://www.portalsaofrancisco.com.br/alfa/mitocondrias/mitocondrias.php > Acesso em: 07 de out. de 2014


InfoEscola, DNA Mitocondrial. Disponível em:http://www.infoescola.com/genetica/dna-mitocondrial/ Acesso em 07 de out.de 2014

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

A Teoria da Evolução em Foco

           A criação do universo e de todos os seres vivos é um tema bastante intrigante, que tem suas pesquisas e hipóteses baseadas na teoria da evolução. Charles Darwin (idealizador da teoria) defendia a tese de que “evolução” seria uma espécie de mudança progressiva e gradual. Embora muitos não acreditem nessa teoria pelo fato de cientistas não aceitarem a explicação religiosa sobre o criacionismo. E que isso seria inaceitável no pensamento científico. Alguns documentários abordam de forma detalhada a origem de tudo através de um fenômeno chamado “big bang”. Teoria que diz que tudo evoluiu através de uma explosão com pequenas partículas e que com o passar dos anos, uma molécula se transformaria em outra igual à primeira, ate que determinada matéria orgânica fosse formada. History Chanel (canal americano) lançou em 2011 um documentário que tem como objetivo explicar, como realmente teria acontecido a 15 bilhões de anos atrás. A História do mundo em 2 horas, tendo como título original History of the world in two hours, mostra como aconteceu o big bang e as primeiras civilizações, idade da pedra, a descoberta do metal e como tudo que conhecemos hoje se formou.
            De acordo com Stanley Miller, “os compostos orgânicos que são a base da vida, formaram-se nas condições da suposta atmosfera primitiva” (MILLER 1953), fortalecendo a teoria apresentada na década de 1920 pelo cientista russo Oparin e o inglês Haldane, sugere que a vida pode ter se originado através da evolução dos compostos químicos nos oceanos primitivos. Em 1936 Oparin publicou suas ideias no livro “A Origem da Vida”. De acordo com a atmosfera primitiva, a 15 bilhões de anos atrás a terra era coberta por larva. O vapor de água quente subia para a atmosfera e voltava para a superfície, enchendo e criando os oceanos.
            A partir desta hipótese criou se outra teoria que relatava o acúmulo de componentes químicos nos oceanos. Tal especulação daria a resposta à criação dos primeiros microrganismos da terra. Segundo a hipótese de Aleksander I. Oparin e Haldane, as primeiras moléculas surgiram a aproximadamente quatro bilhões de anos, e as primeiras células somente a um bilhão de anos, mas tarde. Nessa época, a crosta terrestre e principalmente a atmosfera eram bastante diferentes do que temos hoje em dia. A atmosfera primitiva era composta de hidrogênio, amônia, gás metano e vapor de água. A crosta terrestre formada inicialmente de magma deu origem a rochas muito quentes e desta forma as altas temperaturas funcionavam como catalisadores nas reações químicas que se iniciavam a partir dos compostos presentes na atmosfera. Além do mais, a terra era constantemente bombardeada por raios que favoreciam ainda mais os meios reacionais na aurora da vida e se acumulavam entre as rochas formando mares de substancias nutritivas, posteriormente denominadas de sopa pré-biótica.
            Segundo a teoria do polímero primordial (que seria a molécula de RNA), a vida surgiu quando uma macromolécula que tinha a capacidade auto-replicativa, ou seja, ela era capaz de formar uma cópia de si mesma, servindo então de molde para a nova molécula filha. Além do mais, esta molécula possuía atividade enzimática catalisando assim a sua próxima replicação, sendo denominado polímero primordial. A teoria endossimbiótica foi proposta por Lynn Margulis, em 1981, afirmando que algumas organelas (mitocôndria e cloroplasto) existentes nas células eucarióticas e surgiram graças a uma associação simbiótica. Acredita-se que mitocôndrias e cloroplastos são descendentes de organismos procariontes autotróficos que foram capturados e adotados por alguma célula, vivendo, assim, em simbiose.
            Portanto a “evolução” seria uma espécie de mudança progressiva e gradual.  São estes os motivos para se explicar o porquê de tanto tempo para a evolução do universo. As hipóteses de pesquisadores que são levantadas diante da sociedade, confronta o que diz na bíblia. Pode-se perceber de acordo com a teoria da evolução que tudo que se tem, foi evoluindo com o passar do tempo. O criacionismo ainda é uma teoria muito aceita, pelo fato de se ter Deus, como criador do universo e por ele ter motivos descritos na bíblia por ter criado tudo que existe. As hipóteses da evolução e do criacionismo explica o que realmente teria acontecido. Como todas as formas de vida existentes no planeta poderia ter sido criada.

Referências

PURVES, W. et al. Vida, a Ciência da Biologia. 6a edição, Editora ArtMed,
2002.

CAMPBELL, N. A., Biology. Second Edition, The Benjamin/Cuminings Publishing
Company, Inc., Redwood City, C.A, 1993.

Brasil Escola, Teoria endossimbiótica. Disponível em: http://www.brasilescola.com/biologia/teoria-endossimbiotica.htm
Acesso: 30 de set 2014